segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Segundo Simpósio sobre Música Sacra em Los Angeles (EUA)

26 à 30 de junho

Por DAVID CLAYTON

Agradeço ao Dr. Alfred Calabrese por me chamar a atenção. O simpósio, que é patrocinado conjuntamente pela Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, será na igreja de Santa Teresa em Alhambra, Califórnia. Para obter mais informações, vá para a página no site do Corpus Christi Watershed, aqui .




sábado, 18 de fevereiro de 2017

Túmulo de Michelangelo Buonarroti

Depois de sua morte, em 18 de fevereiro de 1564, num princípio Michelangelo Buonarroti foi enterrado na Basílica Romana dos Santos Apóstolos (Santi Apostoli). No entanto, três semanas depois, já no mês de março, seu sobrinho Leonardo, embora com a permissão do papa, e por ordem do Duque Cosme de Médici, transladaram em segredo seus restos mortais até a Basílica de Santa Cruz de Florença, tal como era desejo do artista. Todavia, solenes funerais foram celebrados na igreja em sua memória, sendo homenageado por inúmeros florentinos. 

O gênio deixava um importante legado artístico, principalmente nas cidades de Roma e Florença. Passando a se converter no "Artista mais completo" de todos os tempos.


O sepulcro de Michelangelo Buonarroti foi planejado pelo seu amigo, arquiteto e biógrafo Giorgio Vasari, quem se encarrego de todo o projeto, além Pietá (pintada no afresco) que está sobre o busto do artista. A execução da obra foi confiada a Giovanni Battista Lorenzi, grande escultor Florentino, quem, além de esculpir o busto de Michelangelo (desenvolvido a partir da sua máscara funerária), se encarregou também da escultura da esquerda, que simboliza a pintura. A estátua central, que simboliza "a pintura" foi realizada por Valerio Cioli, e a da direita, que simboliza "a arquitetura", foi esculpida por Giovanni dell'Opera.


O conjunto do monumento em si de composto por dois triângulos equiláteros dispostos sobre uma fachada clássica de ordem romano decorada com belíssimos afrescos cheios de anjos que zelam pela alma do artista e que recordam enormemente os afrescos da Capela Sistina, pintada por Michelangelo .
Texto de Reis González







Fonte: Página Por Amor Al Arte

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Nossa Senhora no Carnaval.

Carta de uma Católica entristecida.

Texto de Aline Castilho originalmente publicado no site: Fratres In Unum

Em 1940, Irmã Lúcia escreveu ao Cardeal Patriarca de Lisboa: “Em reparação e súplica por si e pelas outras nações, Nosso Senhor deseja que em Portugal sejam abolidas as festas profanas nos dias de carnaval e substituídas por orações e sacrifícios com preces públicas pelas ruas”. Se assim era na década de 40, o que pensa a Mãe de Deus das loucuras cometidas no carnaval de hoje, desgraçadamente chancelada pelos homens da Igreja? Rezemos em desagravo.

* * *

Já ganhou as manchetes de todo o Brasil a notícia de que Nossa Senhora Aparecida será usada durante os desfiles de uma escola de samba no Carnaval de São Paulo em 2017.

Estou perplexa, triste, ao pensar que nossa mãezinha está exposta a tamanha profanação, e com o consentimento de nossa Igreja. Pedem para compreendermos, argumentam, rebaixam nosso sentimento religioso, mas não há como entender.

Como o mais alto símbolo da santidade no Brasil será jogado no mais baixo símbolo da vulgaridade, do pecado, da imoralidade, do sincretismo, da maior de todas as nossas vergonhas?…

Será que não percebem que o carnaval é a festa da depravação, que durante esses quatro dias milhares de pessoas morrem embriagadas, contaminam-se com doenças venéreas, roubam, matam, esquecem-se de Deus e da fé, destroem famílias e pervertem os nossos filhos?

Como colocar a Mãe de Jesus na festa máxima da usurpação da dignidade feminina, em que mulheres são expostas à cobiça como num grande açougue? Maria Santíssima não pode ocupar esse espaço! Isso agride a nossa fé, agride a nossa dignidade. E ainda colocarão uma dessas dançarinas paramentada de Nossa Senhora Aparecida!

Dizem por aí que Nosso Senhor esteve com os pecadores… Mas Ele esteve para convertê-los, para com amor lhes mostrar o seu pecado. Quando lhe perguntaram porque ele comia com os publicanos, ele respondeu que “não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9,12). Cristo sabia que eram doentes e ia lá para sará-los.

No caso, ninguém estará naqueles carros alegóricos pregando contra o pecado e exortando alguém à penitência. Ali estarão legitimando aquele acontecimento horroroso, e usando a imagem de Nossa Senhora para referendá-lo, com o pretexto de homenageá-la pelos 300 anos de sua aparição.

O problema não é o lugar, se é o sambódromo ou a cracolândia. O problema é o que se fará ali. O desfile de uma escola de samba é muito diferente de uma procissão, ainda mais da procissão santíssima de Corpus Christi. Nem toda homenagem é honrosa, ainda mais quando é feita no contexto contrário daquilo que Nossa Senhora pede, que é a conversão. Fico pensando… Se esses padres tivessem que receber uma homenagem num prostíbulo será que aceitariam como ocasião de evangelizar? Por que querem submeter Nossa Senhora a essa vergonha?

Nós, católicos, estamos ofendidos por esse grave desrespeito à nossa Mãe Santíssima, estamos entristecidos pela cegueira de alguns de nossos pastores. Falta apenas agora sabermos se esses órgãos da Igreja vão lucrar dinheiro com isso e, pior, se ainda estarão padres desfilando na avenida, talvez até com batina, dando um péssimo escândalo para os fieis que procuram se manter em santidade, sobretudo os jovens, que lutam para abandonar as drogas, o álcool, o sexo desenfreado e todo tipo de desordem.

Não sei o que vocês farão, mas eu ficarei em minha casa, unida espiritualmente aos milhares de retiros organizados por todo o Brasil, e com a minha televisão desligada, rezando o rosário para que essa vergonha passe logo e cause pouco dano à alma de nossas famílias.

Um dia, um protestante quebrou a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Hoje são os nossos pastores que a estão jogando novamente na lama!

Deus tenha misericórdia do Brasil!
Nossa Senhora Aparecida nos perdoe.

***


Abaixo Assinado: Contra a profanação da Virgem Maria no carnaval de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Antigo Altar da Igreja Matriz de São José dos Campos - SP, do início do século XX.

Altar antiga da Igreja
Novo Altar da Igreja - foto de Virgínia Costa

Foto da Igreja matriz - Foto Vale Mais Lazer

Antigo altar da igreja matriz de São José dos Campos - SP deste antigo retábulo restou apenas a imagem do padroeiro (São José) feita em gesso e estuque que foi restaurado e recolocado no presbitério da igreja matriz no ano de 2006.


Também é original deste retábulo a imagem do sagrado coração de jesus que esta disposta na entrada do templo, esta readequação ocorreu na década de 70 logo após o concilio Vaticano II, toda pintura decorativa do interior da matriz é também da década de 1971 a 1972 de autoria de Alvaro Pereira artista plástico português que decorou diversas igrejas com pinturas parietais na região do Vale do Paraíba, nota se que o arco cruzeiro foi rebaixado para dar lugar a um cômodo na parte de cima provavelmente extensão da casa paroquial pois nesta época o cônego João ainda morava em uma casa em anexo a igreja, onde esta a tela do presépio, existe uma trinca bem nítida no local onde delimitava o antigo arco cruzeiro.

Informação de Wagner Ribeiro - Fonte: São José dos Campos Antigamente


***
 Um pouco da História:


A Igreja Matriz foi a primeira capela de São José dos Campos, construída na época que ainda existiam índios na cidade, por volta de 1643. Em 1831, houve uma forte chuva e esta capelinha desmoronou, restando apenas o altar. Foi reconstruída em taipa de pilão (paredes feitas de barro amassado e calcado). Como a taipa também não era um material muito resistente foi construída em 1934 uma nova igreja, feita de alvenaria, que é a Igreja Matriz atual.

A Igreja Matriz fica na Pça. Cônego João M. Guimarães,69 – Centro – 12209-650 – SJCampos-SP
Sec.: Av. Castelo Branco, 26 – Centro – 12209-002 – SJCampos-SP
Tel.: (12) 3921-5516 / 3921-1942

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Curso de Conservação e Restauro de Pintura sobre Cavalete



 NAR - Núcleo de Artes, Conservação e Restauro, em parceria com o Museu de Arte Sacra de São Paulo, promove um curso de Conservação e Restauro de Pintura sobre Cavalete.

As aulas terão início no dia 04 de Março, sendo aos sábados aulas práticas e aos domingos aulas teóricas. Serão realizadas no primeiro final de semana de cada mês durante 10 meses.
Clique aqui para baixar a grade completa do curso.

METODOLOGIA
A didática do NAR – Núcleo de Artes, Conservação e Restauro, é a apresentação de aulas teóricas expositivas, com apresentações de Power Point e aulas práticas.
O conteúdo engloba e aborda os procedimentos adotados no restauro de pinturas sobre cavalete, nas diversas fases de intervenção. Desde a avaliação preliminar de danos e retirada da obra, passando por documentação, ética profissional, restauro, até a entrega da obra ao local de origem.
Em busca de nosso objetivo, que é formação e informação acadêmica, introduzimos no mercado cursos com aulas práticas e teóricas. Entendemos que restauração se aprende na prática e em nosso curso os alunos aprendem a restaurar, restaurando.

CORPO DOCENTE
  • Professora Doutora Taís Cabrera Galvão Rojas – Biologia
  • Professor Doutor José Wilson C. Carvalho – Química
  • Professora Mestre Eva Kaiser More – Artes e Técnicas
  • Professora Especialista Tiana Chinelli – Fotografia Básica  
  • Professora Especialista Josy Morais – Práticas de Laboratório

Período: de 04 de março a 03 de dezembro de 2017 (primeiro final de semana de cada mês)
Horário: sábados (das 9 às 13h) e domingos (das 9 às 17h)
Carga horária: 12 horas/mês (10 meses)
Valor promocional: R$ 350/mês
Inscrições: nar.contato@gmail.com
Informações: (21) 98179-1033 (WhatsApp)
Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo
Endereço: Av. Tiradentes, 676 – Luz | Metrô Tiradentes
Estacionamento gratuito (ou alternativa de acesso): Rua Dr. Jorge Miranda, 43

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Igrejas de Arquitetura Gótica

Texto de Paulo Elísio


I - A Arquitetura Gótica

Arquitetura gótica é um estilo arquitetónico caracterizado como a evolução da arquitetura românica e precedente à arquitetura renascentista. Foi desenvolvida no norte da França durante a Alta Idade Média (900–1300) entre os anos 1050 e 1100, originalmente se chamava "Obra Francesa" (Opus Francigenum).

O termo 'gótico' só apareceu na época do Renascimento como um insulto estilístico, já que para os Renascentistas a arte gótica é bárbara, sendo tipicamente Medieval. A palavra gótico é em referencia aos godos, povo bárbaro-germano.

Com o gótico, a arquitetura ocidental atingiu um dos pontos culminantes da arquitetura pura, ou seja, sem influencia externa que não seja a própria matriz romana ancestral. As abóbadas cada vez mais elevadas e maiores, não se apoiavam em muros e paredes compactas e sim sobre pilastras ou feixes de colunas.

Uma série de suportes que eram constituídos por arcobotantes e contrafortes possuíam a função de equilibrar de modo externo o peso excessivo das abóbadas. Desta forma, imensas paredes espessas foram excluídas dos edifícios de género gótico e foram substituídas por vitrais e rosáceas que iluminavam o ambiente interno.


II - Elementos da Arquitetura Gótica

a) Fachada



foto de TTStudio

As igrejas românicas apresentavam unicamente um portal de entrada, As igrejas góticas apresentam três portais, um central e dois laterais. Geralmente em cima do portal central tem uma rosácea. Os portais laterais normalmentes são continuados por duas torres simétricas.

Na foto mostramos a Igreja de São Vito em Praga em foto de TTstudio.

b) Planta

A planta de uma catedral com arquitetura gótica tem sempre uma aparência de uma cruz latina (crucifixo), onde situa-se a nave, os transeptos e o coro; na parte inferior da "cruz" fica localizada a nave central circundada por naves laterais; na faixa horizontal havia os transeptos e o cruzeiro;

b) Arcos de Ogiva

Os arcos de meia circunferência que haviam sido usados em igrejas e catedrais de arquitetura românica faziam com que todo o peso da construção fosse descarregado sobre as paredes, obrigando um apoio lateral resistente como pilares maciços, paredes mais espessas, poucas aberturas para fora tornando, consequentemente, o interior das estruturas eclesiásticas mais escuras e cada vez menos agradável.

Este arco foi substituído pelos arcos ogivais (também chamados de arcos cruzados e arcos quebrados). Isso dividiu o peso da abóbada central, consequentemente, descarregando-a sobre vários pontos.

c) Abóbadas ogivais ou abóbada de nervuras


Abadia de Beverley, Inglaterra,
foto de Matana, Wikimedia

Como o estilo arquitetônico gótico seguia as doutrinas religiosas da época, era necessário que as catedrais fossem exuberantemente altas, grande luminosidade e uma plena continuidade entre o início de seus pilares e o cume de suas abóbadas. Durante o auge da arquitetura gótica uma das principais características deste estilo arquitetônico foram as abóbadas ogivais, ou seja, com formato pontiagudo.

d) Pilares

Dispostos em espaços regulares, os pilares dispensam as grossas paredes romanicas que sustentavam a estrutura.

Arcos botantes e contrafortes

O contraforte fica posicionado em um ângulo reto em relação à estrutura gótica contra a parede lateral e eleva-se a uma altitude considerada alta, em um enorme grau de perfeição. O peso do contraforte neutraliza a pressão causada pelas abóbadas. O arcobotante possui uma caixilharia diagonal de pedra, escorado ao lado pelo contraforte posicionado próximo à parede e por outro lado pela claraboia da nave. Deste modo, o arcobotante dirige o peso lateral das abóbadas e associado aos contrafortes possui uma força enorme. Graças à estes dois suportes, foi possível construir catedrais, basílicas, igrejas e capelas exuberantemente altas, com muitos vitrais e rosáceas

Iluminação



Vitral Notre Dame, Paris

Considerada uma arquitetura 'de paredes transparentes, luminosas e coloridas', a arquitetura gótica considera o vitral um importante elemento, pois cria uma atmosfera mística que deveria sugerir, na visão do povo medieval, as visões do Paraíso, a sensação de purificação. Os raios solares são filtrados pelos vitrais e rosáceas, criando no interior da estrutura gótica, um ambiente iluminado e colorido e também, transmitindo aos fiéis religiosos uma sensação de êxtase. Os vitrais apresentavam simples formas geométricas ou mesmo imagens de santos ou passagens bíblicas. Para obter-se um vitral na época, era necessário que um artesão realizasse um processo de coloração da peça de vidro. Durante este processo, o vidro cru era misturado a outros componentes químicos que determinavam a respectiva tonalidade, durante a fase de derretimento. Este processo mantinha o vidro com um tom de cor sem que bloqueasse os raios solares. Após este procedimento o vidro era aquecido e moldado

Verticalismo

Outra característica importante das estruturas eclesiásticas góticas é o verticalismo, ou seja, sua elevada altitude. No interior e exterior das construções góticas, os elementos arquitetônicos apontam para o céu. Um exemplo conhecido são os arcos ogivais, que são pontiagudos e possuem a impressão de uma seta apontada para cima.

Esculturas

Além das gárgulas e esculturas grotescas, existem outras esculturas religiosas presentes na arquitetura gótica. Através destas, eram expressadas a fé e religiosidade que o povo europeu sentia. Os caracteres esculturais seguem o fundamento gótico do verticalismo e são, majoritariamente, encontrados em portais e colunas. As esculturas, muitas vezes, representam personagens bíblicos como a Virgem Maria e alguns santos.


Escultura em pórtico da catedral de Notre Dame, Paris, foto de HistoriacomGosto


III - Exemplos de Igrejas de Arquitetura Gótica

a) Saint Dennis - Paris

Fundada no século VII por Dagoberto I onde São Dinis, um santo padroeiro da França, foi sepultado, a igreja se tornou um local de peregrinação e o mausoléu dos reis franceses. A maioria dos reis franceses do século X ao XVIII foi sepultado lá.

No século XII o Abade Suger reconstruiu partes da abadia usando inovadas características estruturais e decorativas. Ao fazer isso, ele criou o primeiro edifício verdadeiramente gótico. A nave do século XIII da basílica também é o protótipo do estilo gótico radiante, e forneceu um modelo de arquitetura para catedrais e mosteiros do norte da França, Inglaterra e outros países.

A Basílica de Saint Denis é um marco arquitetônico. Tanto estrutural quanto estilisticamente ela introduziu a mudança da Arquitetura românica para a Arquitetura gótica. Na época não se usava o termo "gótico", esse estilo de construção ficou conhecido como "Estilo Francês" (Opus Francigenum).

a) Fachada e Nave




St. Denis, foto de Beckstet em wikimedia


Interior da Basílica de Saint Denis, foto photogolfer em Shutterstock.com

b) Vitrais e abóbadas


Interior da Basílica de Saint Denis, foto de photogolfer em Shutterstock.com


b) Notre Dame de Paris

A Catedral de Notre-Dame de Paris é uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico. Iniciada sua construção no ano de 1163, é dedicada a Maria, Mãe de Jesus Cristo , situa-se na praça Paris, na pequena ilha "Île de la Cité" em Paris, França, rodeada pelas águas do Rio Sena.

A catedral surge intimamente ligada à ideia de gótico no seu esplendor, ao efeito claro das necessidades e aspirações da alta sociedade, a uma nova abordagem da catedral como edifício de contacto e ascensão espiritual.

Esquema de construção de Notre Dame



Visão em 3D da Catedral de Notre Dame, Paris, foto de aurielaki


Fachada e Vista Lateral


Notre Dame, foto HistoriacomGosto


Vista lateral da Catedral de Notre Dame, foto de Anna Kucherova


A arquitetura gótica substituiu as paredes grossas das igrejas românicas por colunas altas e arcos capazes de sustentar o peso dos telhados. Como consequência, os edifícios góticos ganharam um aspecto mais leve, e as janelas, mais amplas e altas, foram decoradas com belos vitrais coloridos que filtravam a luz natural, e com isso, criavam um "clima" de misticismo em seu interior.

Nave central


Interior da Catedral de Notre Dame, foto de HistoriacomGosto


c) Catedral de Colonia - Alemanha

A Catedral de Colônia, localizada na cidade alemã de Colônia, é uma igreja de estilo gótico, o marco principal da cidade e seu símbolo não-oficial.

É a terceira igreja mais alta do mundo e é considerada patrimônio da humanidade. O símbolo da cidade atrai seis milhões de turistas por ano, sendo o local turístico mais visitado da Alemanha. Em 1164, foram trazidas de Milão as supostas ossadas dos Três Reis Magos. Elas estão atrás do altar, numa arca de ouro e prata, ornamentada com pedras preciosas.


Catedral de Colonia, foto de Mikhail Markovskiy em fotolia.com


Visão lateral da Catedral de Colonia, foto de kranendonk / Shutterstock


A construção da igreja gótica começou no século XIII (1248) e levou, com as interrupções, mais de 600 anos para ser completada. As duas torres possuem 157 metros de altura, com a catedral possuindo comprimento de 144 metros e largura de 86 metros. Quando foi concluída em 1880, era o prédio mais alto do mundo. A catedral é dedicada a São Pedro e a Nossa Senhora


Interior da Catedral de Colonia, foto de Yury Dmitrienko / Shutterstock, Inc.

Na Segunda Guerra Mundial, a catedral acabou recebendo 14 ataques por parte de bombas aéreas e não caiu; a reconstrução foi completada em 1956.

d) Catedral de Santo Estevão - Viena

A Catedral de Santo Estêvão é uma das mais antigas catedrais do estilo gótico europeu, está situada na Stephansplatz, no centro da cidade Viena, Áustria.

Trata-se de uma obra mundialmente conhecida e um exemplo da arquitetura do século XII. A também denominada "Steffl" é uma das mais importantes catedrais góticas do mundo.

Foi renovada no estilo gótico entre 1304 e 1433. Sua torre norte, elevada à altura de 70 metros, foi renovada de acordo com a estética renascentista em 1579 e seu interior adquiriu uma tendência barroca.


Catedral de Santo Estevão, foto de dbrnjhrj
em fotolia.com


Torre, foto de HistoriacomGosto


Interior, foto HistoriacomGosto


Interior da Catedral

A parte construtiva da Catedral como os pilares, abóbada, torres, tudo permanece no estilo gótico no qual foi renovado entre e 1304 e 1433. Entretanto, a decoração, os altares laterais, as esculturas já estão mais adaptadas ao estilo barroco.


Nave principal da Catedral de Santo Estevão em Viena, foto de HistoriacomGosto

e) Catedral de Milão

A Catedral de Milão (em italiano: Duomo di Milano) situa-se na praça central da cidade de Milão, na Lombardia, no norte da Itália. É a sede da Arquidiocese de Milão e uma das mais célebres e complexas edificações em estilo gótico da Europa.


Visão frontal da Catedral de Milão, foto de Marco Saracco em fotolia.com


interior da Catedral em foto de Luca Santilli

A catedral é imensa, com 157 m de comprimento e 109 m de largura. O interior tem cinco naves com uma altura que chega aos 45 metros, divididas por 40 pilares. Possui um transepto com três naves. O estilo predominante da catedral é o gótico flamejante, relativamente pouco comum na Itália.

A construção do edifício começou em 1386 sob a iniciativa do arcebispo Antonio da Saluzzo, em um estilo gótico tardio de influência francesa e centro-europeia, distinto ao estilo corrente na Itália de então. Os trabalhos foram apoiados pelo senhor da cidade, o duque Gian Galeazzo Visconti, que impulsionou a obra através de facilidades fiscais e promoveu o uso do mármore de Candoglia como material de construção. A obra avançou rápido, e em 1418 o altar-mor da catedral foi consagrado pelo Papa Martinho V. Já em meados do século XV a parte leste (abside) da igreja estava completa. A partir desta data, porém, as obras prosseguiram lentamente até fins do século XV.


Interior da Catedral de Milão, foto de Stocksnapper / Shutterstock, Inc


IV - Referências
Wikipedia: Arquitetura Gótica / Catedral de Saint Denis / Catedral de Notre Dame / Catedral de Colonia /

domingo, 12 de fevereiro de 2017

A história da imagem da Divina Misericórdia que dará boas-vindas nesta cidade


Por Giselle Vargas



Imagem da Divina Misericórdia na cidade de Artigas (Uruguai) / Foto: Captura YouTube

No final de fevereiro deste ano, uma gigantografia da imagem da Divina Misericórdia dará as boas-vindas a todas as pessoas que entrarem na cidade de Artigas, localizada aproximadamente a 600 quilômetros de Montevidéu (Uruguai), na fronteira com o Brasil.

A bela imagem será colocada em um edifício particular no quilómetro 197 da rota 4, caminho a Artigas. Assim, buscaram evitar que se origine um debate pela sua instalação, como aconteceu com a Virgem dos 33, no país mais secularizado da América Latina.

De acordo com a história contada pelo uruguaio Fernando Arbiza, esta é uma “prova de que o Senhor quer que a sua devoção seja difundida” no país.

Em janeiro de 2016, quando Arbiza estava angustiado por problemas pessoais, no trabalho e por conflitos de fé, recebeu um folheto da imagem do casal missionário formado por Inés e Francisco. Eles comentaram que havia uma gigantografia na cidade de Salto e também queriam colocar uma em Artigas.


Embora Arbiza não tenha se comprometido em ajudar, surgiu uma inquietação em seu coração.

Nove meses depois, o empresário viajou a Salto e decidiu percorrer a região, quando encontrou a gigantografia da Divina Misericórdia. Sentiu que deveria fazer algo, por isso, chamou ao casal e eles o colocaram em contato com a Paróquia San Eugenio del Cuareim, em Artigas.

O pároco, Pe. Miguel Olivares, o escutou atentamente e acolheu a sua inquietação. Depois de um mês, o sacerdote o apoiou organizando uma equipe de trabalho formada por oito paroquianos, encarregados de conseguir financiamento, contratar o artista, procurar o lugar de instalação, entre outros detalhes importantes para a realização desta obra.

Depois de serem realizados os primeiros propósitos, a imagem de seis metros de altura e um metro e meio de largura com a frase “Jesus, eu confio em Vós” começou a ser pintada em janeiro pelo artista Walter Blanco.

A equipe encarregada espera que a imagem seja instalada e, em seguida, inaugurada no final deste mês.

Em conversa com o Grupo ACI, Fernando Arbiza expressou que se sente profundamente abençoado e tocado pela misericórdia de Deus.

“Eu medito no meu templo e estou grato porque sinto que sou cem por cento guiado pelo Pai que se manifesta em mim através da minha voz, e eu confio”, manifestou e convidou os uruguaios a acreditar e se deixaram ser tocados por Jesus.

O Pe. Olivares disse ao Grupo ACI que Arbiza é um sinal da “escravidão de amor” que Deus necessita, daquela “Igreja em saída”, à qual o Papa Francisco nos convida através do Espírito Santo.

“A instalação da imagem revolucionou o povo de Artigas, pois Jesus está batendo na porta de todos e as pessoas estão com tanta fome e sede de Deus que estão abrindo as portas para Ele. Não podemos deixar o ser humano tanto tempo longe de Deus”, destacou o sacerdote.

Fonte: ACI Digital
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