terça-feira, 25 de abril de 2017

O Barroco no Brasil, por Rosângela Vig

Do Obras de Arte

O Barroco no Brasil

por Rosângela Vig

"O alegre do dia entristecido;
O silêncio da noite perturbado;
O esplendor do sol todo eclipsado;
E o luzente da luz desmentido."
(MATOS in MASSAUD, 2000, p.50)
Em meio ao dizer e ao desdizer, as palavras de Gregório de Matos (1623-1696) perpetuaram as impressões de seu tempo. Sua irreverência e seu espírito, muitas vezes contundente, acabaram por levá-lo ao exílio, em Angola. Mas talvez, ao maior poeta do Barroco brasileiro, nascido na Bahia do século XVII, coube a tarefa de refletir acerca das incertezas de sua época. Sua poesia religiosa descortinou desejos de sublimação espiritual e pedidos de perdão; revolveu emoções; e, acima de tudo, traduziu os ajuizamentos de um período dividido entre o misticismo medieval e o ceticismo renascentista.
Harmoniosamente, em meio a antíteses e a paradoxos, suas reflexões indagam; desconfortam; suscitam as inquietações da alma, do pensamento e as dúvidas entre a razão e a fé. No Brasil, em meio a uma consciência literária ainda em formação, a Literatura barroca teve início oficialmente, em 1601, com a publicação do poema épico Prosopopeia de Bento Teixeira. Mas o Barroco chegou primeiro pelas mãos dos jesuítas, comprometidos inicialmente com o ensino da moral e da religião, à população. Aqui, num Brasil colonial, o estilo tomou forças entre os séculos XVIII e XIX, quando já havia sido abandonado na Europa. Segundo estudiosos, foram identificadas quatro fases no Barroco brasileiro, definidas pela apresentação, pela riqueza de detalhes e pelo uso das cores e dos ornamentos. Na última delas, os ornamentos já denotavam indícios do Rococó, com flores, laços e conchas.
Fig. 1 – Pelourinho, Salvador, Bahia. Foto: KamilloK.
A presença da Arte barroca foi mais notada nos grandes centros urbanos, onde se edificaram igrejas, onde imagens foram entalhadas e pintadas, com o sentido principal de reafirmação do Cristianismo. A complexa ornamentação estética e a grandiosidade de detalhes vinham com o propósito de ilustrar o ensinamento de valores à população, por meio da compreensão da religiosidade. Como consequência, empenhados no sentido de serem guias da fé cristã, os jesuítas acabaram por difundir a estética europeia. Diretamente influenciado pelo Barroco português, o estilo, por aqui, tomou diferentes feições, nas várias regiões por onde se disseminou.
Fig. 2 – Centro Histórico, vista do Lar Franciscano, Salvador, Bahia. Foto: Site Guia Geográfico – Jonildo.
No Brasil de diferentes Barrocos, em regiões como Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enriquecidas pelo ouro e pela cana de açúcar, como exemplares do estilo, ficaram as igrejas com sofisticadas esculturas e talhas douradas, feitas pelas mãos de grandes artistas. Por outro lado, em locais como São Paulo, com menor riqueza, foram deixadas obras mais simples, feitas por artistas menos conhecidos.  
                     
Fig. 3 – Igreja da Ordem Terceira de São Francisco,                        Fig. 4 – Igreja de São Francisco, Salvador,  Salvador, Bahia. Foto: Sandra Santana.                                             Bahia. Foto: Sandra Santana.  
Muitos paulistas, organizados em expedições chamadas de bandeiras, dirigiram-se para as cidades de Minas Gerais, em busca de pedras preciosas e de ouro, estagnando, com isso, o desenvolvimento da região, o que justifica a simplicidade das peças, dos materiais utilizados e até mesmo a quantidade de construções barrocas. Desse período, em São Paulo, destacam-se o convento de Nossa Senhora da Luz, local onde fica atualmente o Museu de Arte Sacra.
Entre as regiões que mais prosperaram com o açúcar, está Pernambuco. Das riquezas da Arte barroca, sua capital, Recife, guarda a igreja de São Pedro dos Clérigos. A obra foi iniciada em 1728 e terminou somente em 1782.

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Fig. 5 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia.                           Fig. 6 – Igreja de São Francisco, Salvador,           Foto: Sandra Santana.                                                                      Bahia, interior. Foto: Sandra Santana.  
No período do Brasil-colônia, o açúcar também enriqueceu a Bahia, que, no século XVII, foi considerada a região mais rica do Brasil. Sua capital, Salvador, chegou a ser também a capital do país. Ali, na ladeira do Pelourinho, em meio aos sobrados do século XIX, fica o mais conhecido e um dos mais importantes conjuntos arquitetônico de Salvador: a igreja da Ordem Terceira de São Francisco (Fig. 3), a igreja de São Francisco (Fig. 4) e o Convento de São Francisco. Na praça central, à frente do edifício, o cruzeiro (Fig. 4), típico das construções franciscanas, abre espaço para o conjunto. Na fachada da igreja da Ordem Terceira (Fig. 3), foram esculpidos em pedra, as flores, os anjos, os santos e os elementos mitológicos, em meio a uma exuberância de linhas e de arabescos. Na igreja de São Francisco, a exuberância não é diferente. A beleza da fachada também apresenta as particularidades características do Barroco, mas a rica decoração de seu interior (Figuras 6, 7, 8, 9 e 10), justifica o título de uma das dez igrejas mais belas do Brasil. Na fartura de detalhes e no preciosismo de todas suas superfícies, incluindo-se o teto, as colunas e as paredes, há entalhes dourados em que se incluem anjos, pássaros, em meio a flores, a frisos e a arcos. No altar-mor, a imagem que ilustra a aparição do Cristo estigmatizado para São Francisco, foi esculpida em 1930, pelo artista baiano Pedro Ferreira (1896-1970) 1, que seguiu rigorosamente os padrões e as técnicas do Barroco. O azulejo também é elemento decorativo e harmoniza perfeitamente com o conjunto, apresentando episódios da vida de São Francisco, passagens da Bíblia, paisagens e cenas bucólicas. Os azulejos também decoram o corredor que liga à sacristia e o acesso para o convento (Figuras 12 e 13) e muitas das cenas retratadas são de conteúdo moralizador.
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Fig. 7 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                             Fig. 8 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,   detalhes da entrada, abaixo do coro. Foto: Sandra Santana.             detalhes do interior. Foto: Sandra Santana.    

O crescimento do Rio de Janeiro, veio no século XVIII, com a exportação do ouro de Minas Gerais. A cidade portuária servia como local de intercâmbio para Portugal e, em 1763, passou a ser a capital do país. Ali, entre as igrejas de estilo Barroco, estão a da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência; a de São Francisco de Paula (Ordem Terceira do Carmo); e a de Santa Cruz dos Militares, em cuja fachada há influências neoclássicas. Nessas e em outras igrejas da região, talhas, esculturas e altares passaram pelas mãos do mineiro Valentim da Fonseca e Silva (1745-1813). Conhecido como Mestre Valentim, o entalhador e escultor, também acumulou a função de urbanista e foi responsável pelo projeto do Passeio Público, na cidade do Rio de Janeiro, local onde também estão várias de suas esculturas.
 
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Fig. 9 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                              Fig. 10 – Igreja de São Francisco, Salvador, 
detalhes da sacristia. Foto: Sandra Santana.                                      Bahia, detalhes do altar de Santa Ifigênia.                                                                                                                                 Foto: Sandra Santana.
 
Em Minas Gerais, o ouro levou o desenvolvimento a muitas cidades, como Diamantina, Sabará, Mariana, Tiradentes, São João Del Rei, Caeté, Catas Altas, Congonhas do Campo, Ouro Preto, antiga Vila Rica, e várias outras vilas mineiras. Essa região, viveu o apogeu da Arte, no século XVIII, com influências de outras regiões da colônia e de Portugal. Para alguns estudiosos, a estética ali desenvolvida, foi considerara um estilo à parte. A localização interiorana, de Minas dificultava o transporte de materiais, inclusive de azulejos. Com isso os artistas improvisavam com o que havia na região, aperfeiçoavam e combinavam materiais e técnicas, tanto na construção, como na pintura, ou na decoração de interiores. Na escultura, um bom exemplo disso é o uso da pedra-sabão, abundante em Minas. Entre as tantas construções, cabe citar as igrejas de Nossa Senhora do Pilar e a de São Francisco de Assis (Fig. 16), ambas em Ouro Preto.
 
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Fig. 11 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                             Fig. 12 – Igreja de São Francisco, Salvador,             detalhes da Sala do Capítulo. Foto: Sandra Santana.                          Bahia, claustro conventual. Foto: Sandra Santana.
 
Entre os nomes que a pintura barroca mineira trouxe, vale lembrar o de Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), conhecido como Mestre Ataíde. E, na Escultura, distinguiu-se Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), nosso querido Aleijadinho, que também foi decorador de igrejas e arquiteto. Concluída em 1810, a igreja de São Francisco, teve a presença dos dois artistas, que transformaram a construção, em uma verdadeira obra-prima. Lembrando muito a ousadia de Andrea Pozzo 2, 3, em seu afresco na Igreja de Santo Inácio, na Itália, Mestre Ataíde demonstrou não só um grande talento, mas um profundo conhecimento de perspectiva e de ponto de fuga. A imagem que se abre, no teto da igreja, projeta a mais divina cena, em que a Virgem Maria, cercada por anjos, parece olhar para a Terra, com serena expressão. Os tons de claro e de escuro e o uso de cores puras, reforçam os contrastes, típicos do Barroco. A verticalidade e a perfeita perspectiva conduzem o olhar ao firmamento. Tudo, na cena, parece se mover ao mesmo tempo, como se fosse ao vivo.
 
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Fig. 13 – Igreja de São Francisco, Salvador, Bahia,                        Fig. 14 – Igreja Nossa Senhora da 
detalhes. Foto: Sandra Santana.                                                      Conceição da Praia, Salvador, Bahia. Foto: Rhea                                                                                                                   Sylvia Noblat.
 
É de Antônio Francisco Lisboa 4, o projeto e a execução da igreja de São Francisco. Em pedra sabão, suas esculturas decoram a parte frontal da igreja e, tanto nos altares, como na decoração do teto da capela, estão presentes as linhas curvas, os motivos florais, os anjos, as fitas e os santos. Como não há a talha dourada no revestimento, o efeito final é o de leveza, no interior do ambiente. De Aleijadinho, também são as importantes esculturas da cidade de Congonhas do Campo, mas há obras do artista em igrejas e em museus de Ouro Preto (Figuras 17, 18 e 19). Em suas imagens, o contorcer e o suplicar exagerados, tornam evidente os maiores traços do Barroco, que eram a ideia de movimento e de exaltação de sentimentos. Em seu Pastor de Presépio, a adoração ao Cristo se acentua em ternura, pela posição do personagem, ajoelhado, com as mãos juntas, em doce expressão. Seu movimento se acentua no caimento das vestes, que parecem lhe colar junto ao corpo, formando dobras. A imagem, que é estática, aparenta estar em sua plena ação. Suas notáveis obras merecem todo o reconhecimento, não somente pela beleza, mas talvez, mais ainda por seu histórico de vida. A doença misteriosa que, aos trinta e nove anos, acometeu Antônio Francisco Lisboa, tirou-lhe os movimentos das mãos. Apesar das severas deficiências físicas, que o acometeram, as ferramentas eram amarradas, nas mãos atrofiadas, e assim produzia as mais lindas esculturas, que a Arte brasileira conheceu.
 
 
Fig. 15 – Igreja da Boa Viagem, Salvador, Bahia. Foto: Rhea Sylvia Noblat.
 
Na Arte brasileira, são dignos de serem lembradas a Pré-história, com seus sítios arqueológicos e a Arte indígena, com evidências de elevados graus de sofisticação, cada qual, merecedora de um capítulo à parte. Mas foi no Barroco que se testemunhou o florescer da Cultura brasileira, reunindo as influências europeias a uma sociedade em formação. Aqui, a criatividade encontrou campo e criou nova roupagem. Pode-se traduzir isso, para o que diz Kandinsky (1991, p.89),
 
"Com o passar dos anos compreendi que um trabalho feito com o coração palpitante, com o peito opresso (provocando dores nas costas) com uma tensão de todo o corpo, não pode bastar. Esta pode simplesmente esgotar o artista, mas não sua tarefa. O cavalo leva seu cavaleiro, com vigor e rapidez. Mas é o cavaleiro que conduz o cavalo. O talento conduz o artista a altos picos, com vigor e rapidez. Mas é o artista que domina seu talento. Eis o que constitui o elemento consciente do trabalho – chamem-no como quiserem. O artista deve conhecer seus dons a fundo e, como homem de negócios prudente, não deve deixar uma mínima parcela deles inutilizada ou esquecida; ao contrário, seu dever é explorar, aperfeiçoar cada uma dessas parcelas até o limite do possível."
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Fig. 17 – São Jorge               Fig. 18 – Rei Mago de Presépio,              Fig. 19 – Pastor de Presépio                                                                                             Obras de Aleijadinho, Museu do Aleijadinho, Ouro Preto. Fotos: Aldo Araújo                                                            
A Arte semeia encantos e faz colher maravilhas, porque o artista, pelos tempos, soube explorar a fundo suas habilidades, soube expor sua faculdade criativa, dominando os objetos que seu tempo lhe oferecia. E foi esse o espírito criativo brasileiro que já se revelava, no Brasil colonial. O talento do artista permitiu o domínio da forma e possibilitou que revelasse a originalidade de seu traço. Isso é o que torna a Arte ainda mais bela.
"Estranhas maravilhas
De algum gênio mortal jamais tentadas!
Ideias animadas
Na mais nova, mais rara fantasia!"
(COSTA, 2014, p.143)
4 Antônio Francisco Lisboa:
www.museualeijadinho.com.br
Aos amantes da Arte e da Cultura, o Museu Aleijadinho é o símbolo do espírito de um artista que dedicou sua vida à Arte, enaltecendo a religião e a fé.
Localizado em Ouro Preto, no estado de Minas Gerais, na Praça de Antônio Dias, o museu conta, não somente com obras do grande Mestre do Barroco nacional, mas também de outros artistas, muitas vezes anônimos, que ajudaram a construir um pedaço da História da Cultura brasileira.
Criado em 1968, pelo pároco Padre Francisco Barroso Filho, Bispo Emérito de Oliveira, o objetivo inicial era reunir e divulgar o acervo da paróquia. O nome do museu, foi em homenagem a Antônio Francisco Lisboa, construtor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Fazem parte do circuito, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de São Francisco de Assis e a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões.
Fonte: Jornal GGN

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nova Era (MG) – Retratando cena da Paixão de Cristo, obra do século 18 será restaurada


Prefeitura de Nova Era autoriza recuperação do quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade. Obra, do século 18, é uma das joias do museu municipal.


Foto: Ramon Nunes/Prefeitura de Nova Era/Divulgação

Moradores e visitantes que chegam ao Museu Municipal de Arte e História de Nova Era, na Região Central, não se cansam de admirar o quadro (óleo sobre tela) Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade, tesouro do século 18 que pertenceu à antiga ermida da sede da sesmaria do Ribeirão das Cobras, atual Fazenda da Barra do Prata. O tempo, no entanto, causou danos à pintura e, para evitar maiores estragos, a prefeitura local vai mandar restaurar a obra, de autoria desconhecida, inventariada pelo município. “Já houve um restauro há muitos anos, mas é necessário fazer a conservação, pois se trata de uma das obras mais importantes do nosso acervo”, informa Albany Júnior Dias, funcionário do Departamento de Cultura da prefeitura.

A escolha da empresa que fará o serviço foi feita por meio de licitação, na semana passada, e o trabalho deverá começar ainda este mês. “Tão logo seja concluído o restauro, por especialistas de São João del-Rei (Campo das Vertentes), vamos mudar a localização do quadro no museu. Na sala de entrada, onde ele ficava, bate muito sol e isso prejudica a pintura”, diz Albany. “Como o museu fica ao lado da Igreja de São José, muitos turistas aproveitam para vir aqui conhecer um pouco mais da história de Nova Era, que surgiu no tempo dos bandeirantes e se chamava primitivamente São José da Lagoa”, acrescenta.

Com dois metros de comprimento, 1,24m de largura e 5cm de profundidade, o quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade retrata uma cena da Paixão de Cristo muito representada na iconografia cristã. De acordo com o inventário de proteção ao acervo cultural de Nova Era, a tela se encontra presa numa moldura, com fundo em painel de madeira, numa espécie de caixilho. O documento explica que “em primeiro plano, é representado o corpo de Jesus Cristo, deitado sobre uma espécie de plataforma retangular, com a cabeça voltada para a extremidade esquerda da tela e os pés voltados para a extremidade direita”. E mais: “Cristo é representado na figura de um homem de meia- idade, deitado, com o tronco e a cabeça levemente voltados para a frente. Cristo tem os ossos do rosto e do tronco proeminentes”.

Conservação. Ainda conforme o inventário, a peça foi restaurada na década de 1970 pelo especialista Jair Afonso Ávila (1932-1982), na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). “Na ocasião, de acordo com o depoimento de Elvécio Eustáquio da Silva, artista e artesão local que acompanhou o processo, a obra foi reentelada com a técnica de cera de Plenderlith (composto de cera de abelha, parafina, resina de damar e terebentina de Veneza criado por um conservador britânico que emprestou seu nome ao produto).

Na análise do estado de conservação, os técnicos encarregados do inventário informaram que o quadro demanda restauração urgente “para que o processo de degradação não culmine com a perda da obra”. A explicação é de que “a tela que serve de suporte se encontra acidificada, quebradiça e apodrecida”.

Arte e história

O Museu de Arte e História de Nova Era, localizado a 130 quilômetros de Belo Horizonte, foi criado no fim da década de 1960 a partir do movimento de pessoas da comunidade interessadas em destacar a importância do bens culturais que contam a história do município. O quadro Nosso Senhor Morto com Nossa Senhora da Piedade, que será agora restaurado, foi doado na época por Maria Perpétua Guerra Lage. Nos anos 1970, o óleo sobre tela ficou armazenado num local abandonado da Fazenda da Barra do Prata, no município, e constatado que a obra estava acidificada, ressecada, com buracos e sujidades diversas acumuladas durante muitos anos. Foi então que a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) fez o primeiro restauro, sendo o quadro encaminhado ao museu, onde está até hoje.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas
Fonte: Defender

Curso: A Igreja na Idade Média


A IGREJA NA IDADE MÉDIA: DO SÉCULO XII AO XV

Data: 10, 17, 24 e 31 de maio de 2017, sempre às quartas-feiras, das 19h às 21h.


Ementa: Promover a compreensão do itinerário eclesial no período medieval, especificamente do século XII ao XV. Estimular o interesse pelo processo de consolidação da Igreja no Ocidente através de suas relações com as várias instâncias de poder político, econômico e social, em conflito e interação, e as soluções propostas a partir da reflexão teólogica, filosófica e pastoral.

Programa:
– A Reforma Gregoriana: A Questão das “Investiduras Leigas”.
– Reformas na Vida Religiosa: Cistercienses, Premonstratenses, Cartuchos; da Contestação à Heresia: Cátaros e Valdenses; As Cruzadas; A Inquisição; Mendicantes: Dominicanos e Franciscanos.
– Teologia Escolástica; Universidades; Inocêncio III (1198-1216); Bonifácio VIII e Felipe IV, o Belo; O exílio de Avinhão (1309-1377): “Cativeiro Babilônico da Igreja”.
– O Cisma na Igreja: desdobramentos e desfechos; a “devoção moderna”; Galicanismo; Renascimento – Humanismo; De Tempos Medievais para Tempos Modernos.

Professor: Frei Sandro Roberto da Costa, ofm, é doutor em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Atualmente leciona no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Carga Horária: 8 horas/aula, com certificado para o aluno que frequentar 75% das aulas dadas.

Local: Rua Bambina, 115, em Botafogo. Próximo à estação do Metrô de Botafogo (saída pela rua São Clemente). Há estacionamento no local.

Investimento: R$ 170.

INSCREVA-SE AQUI.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

São Miguel

À Venda







Imagem de São Miguel com lança 

60 cm de altura em resina
R$ 600,00
PRONTA ENTREGA

Informações: rodolfokhristianos@gmail.com

segunda-feira, 17 de abril de 2017

As 6 imagens mais antigas de Nosso Senhor Jesus Cristo


Wikipédia Domínio Público


O Santo Sudário de Turim é o manto que segundo a tradição e dezenas de provas científicas envolveu o corpo morto do Senhor Jesus. O mesmo leva a imagem detalhada de frente e costas de um homem que foi crucificado da mesma forma que Jesus de Nazaré tal como descrevem as Escrituras. Esta é a imagem mais antiga de Jesus que se tem notícia, porém somente em 1898 se pôde contemplar pela primeira vez sua imagem em negativo no revés de uma placa fotográfica. Embora a Bíblia não dê uma descrição detalhada do aspecto físico de Jesus, desde os primeiros séculos foram feitas imagens de Cristo. Estas são seis das mais antigas que se conservam de Jesus.

1. Grafite de Alexamenos (Séculos I ao III)
Domínio Público

Esta é a representação de Jesus (embora, em tom de burla) mais antiga que existe? É uma pergunta que ainda paira sobre o grafite de Alexámenos. A imagem está esculpida em gesso em uma parede em Roma que data entre os séculos I e III. Representa um homem diante de uma pessoa com cabeça de burro que está sendo crucificado, com a inscrição: “Alexámenos adora a Deus”. Acredita-se que com este grafite caçoavam da fé de um cristão de nome Alexámenos.

O grafite foi encontrado em um muro no monte Palatino, em Roma. É considerado como a primeira representação pictórica conhecida da crucificação de Jesus. Atualmente se conserva no Museu Antiquarium Forense e Antiquarium Palatino de Roma e para alguns se trata da blasfêmia mais antiga da história.

2. O Bom Pastor (Século III)
Wikipédia

A imagem “O Bom Pastor” encontra-se nas catacumbas de São Calixto em Roma e acredita-se que foi pintada ao redor do século III.

3. A adoração dos Magos (Século III)
Giovanni Dall’Orto / Wikimedia Commons

Esta é uma imagem de uma peça de um sarcófago encontrado nos museus Vaticanos. Mostra a cena dos magos adorando o menino Jesus e data do século III.

4. A cura do paralítico (Século III)
Domínio Público / Wikimedia Commons

Esta pintura está na parede do batistério de uma igreja antiga (abandonada por muito tempo) na Síria. Representa a história da cura do paralítico que se narra no capítulo 2 do Evangelho de São Marcos, e data de meados do século III.

5. Cristo entre Pedro e Paulo (Século IV)
Domínio Público / Wikimedia CommonsDomínio Público / Wikimedia Commons

Esta imagem aparece no cemitério de uma vila imperial que pertencia a Constantino e data do século IV.

6. Pantokrator (Século VI)
Domínio Público / Wikimedia Commons

Este é o ícone mais antigo de Jesus e se encontra no Monastério de Santa Catarina no Monte Sinai.

Fonte: Church Pop
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