segunda-feira, 24 de julho de 2017

Exposição: "Releitura de Desenhos na Arte Sacra"


Caros Amigos,

Estarei exponho meus trabalhos dentro do III Seminário Internacional de Patrimônio Sacro (26 a 29 de julho) no Mosteiro São Bento em São Paulo. 
Logo colocarei fotos da abertura da exposição!


***

O III Seminário Internacional Patrimônio Sacro é um evento organizado pela Arte Integrada em parceria com o Mosteiro e Faculdade de São Bento de São Paulo, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) e o Instituto de Artesda Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (IA-UNESP).

Mosteiro de São Bento
São Paulo, Brasil
26 a 29 de julho de 2017

Veja o Caderno de Resumos aqui

Museu de Arte Sacra expõe ‘Patrimônio Histórico’ em peças de tapeçaria



O Museu de Arte Sacra de São José dos Campos recebe, de 7 de julho a 5 de setembro, a exposição ‘Patrimônio Histórico’, da artista autodidata Regina Domingues. A mostra reúne peças de tapeçaria que retratam patrimônios de São José, como o complexo da Tecelagem Parahyba, a capela Nossa Senhora de Aparecida, a Igreja Matriz, a Igreja de São Benedito e outros lugares da cidade. A entrada é gratuita.

O Museu de Arte Sacra foi inaugurado em 17 de dezembro de 2007 e funciona na Capela Nossa Senhora Aparecida, um prédio datado de 1908, tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural (Comnphac).

O museu é mantido pela Prefeitura de São José dos Campos e gerido pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Seu acervo é formado por imagens, paramentos, objetos litúrgicos, oratórios, livros religiosos e bandeiras de procissão.

Museu Arte Sacra
Travessa Chico Luiz, 67 - Centro  - São José dos Campos - SP
Visitação: De terça a sexta-feira, das 9h às 17h e aos sábado das 9h às 12h
(12) 3921-7226

domingo, 23 de julho de 2017

Aparecida realiza instalação de esculturas que homenageiam à Nossa Senhora





Aparecida ganhou 12 esculturas em ruas e praças da cidade. As obras que retratam os milagres são parte das comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora.

Pelas ruas de Aparecida a arte em aço ajuda a contar uma história de fé. São 12 esculturas que retratam cinco milagres de Nossa Senhora, em diferentes pontos da cidade. As obras são do artista plástico Gilmar Pinna, natural de Ilhabela, já participou de exposições em vários lugares do mundo, como Suíça, Espanha e Portugal.

O trabalho começou a oito meses e foi financiado pela prefeitura de Aparecida que investiu 250 mil reais nas esculturas para comemorar o encontro da imagem de Nossa Senhora no Rio Paraíba do Sul. Os locais onde foram instalados os monumentos construídos receberão um lindo paisagismo e iluminação especial.

Na sexta-feira (07/07) foi feita a instalação da quinta obra em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A obra retrata o primeiro milagre de Nossa Senhora Aparecida. O monumento traz um barco de cinco metros com os três pescadores com as redes cheias de peixes.

Em outubro, mais uma estátua será instalada no município. Trata-se de uma imagem de Nossa Senhora feita de aço inoxidável de 50 metros de altura, que deverá ser instalada no bairro Itaguaçu.
Confira as fotos das esculturas:








Por Redação Aparecida do Norte

sábado, 22 de julho de 2017

Papa envia Cardeal Simoni para consagração de igreja em Kosovo

O Papa Francisco nomeou o Cardeal Ernest Simoni como enviado Papal para a consagração de uma catedral dedicada a Santa Teresa de Calcutá em Pristina, a capital do estado auto declarado do Kosovo.

A cerimônia de dedicação do Santuário está marcada para o dia 05 de setembro de 2017, data na qual se celebra o 20º aniversário da morte de Santa Teresa de Calcutá.




Apesar de ainda estar parcialmente em construção, esse é o principal templo católico em Kosovo, onde há cerca de 65 mil católicos de uma população de aproximadamente 2 milhões de pessoas.

A igreja de Santa Teresa de Calcutá foi construída em um estilo de arquitetura neo-renascentista e italiana, e terá dois campanários de 70 metros de altura, tornando-se um dos edifícios mais altos da cidade. Seus vitrais incluem retratos de Santa Teresa de Calcutá com São João Paulo II e o Papa Francisco abraçando Bento XVI.

A figura do Cardeal Simoni é especialmente relevante, porque, sendo sacerdote e não Bispo, foi criado Cardeal em honra pelos seus 18 anos de prisão por causa de sua Fé durante o regime comunista de Enver Hoxha. O purpurado foi preso em 1963 ao concluir a celebração de uma Missa e foi julgado por ter dito aos fiéis que "morreremos por Cristo se for necessário". Permaneceu na prisão até a queda do regime comunista. (EPC)

Com informações de The Catholic Register

Fonte: Gaudium Press

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Nos 280 anos de Aleijadinho, Ouro Preto (MG) ganha igreja onde mestre foi sepultado

Por Defender


Matriz de Nossa Senhora da Conceição será reaberta aos moradores e visitantes depois de dois anos fechada para restauração.


Fechada por dois anos, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição será reaberta em 18 de agosto, mas ainda passará pela segunda fase de restauração, que incluirá os elementos artísticos da construção. Foto: Marcelo Tholedo/Divulgação

Dentro de um mês, em 18 de agosto, uma das mais importantes igrejas de Ouro Preto, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, conhecida como Matriz de Antônio Dias, será reaberta aos moradores e visitantes, depois de dois anos de restauração comandada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

Se na primeira etapa foi contemplada a parte arquitetônica, na segunda, com licitação assegurada pela autarquia federal para este semestre, será a vez dos elementos artísticos da construção do século 18. Sem dúvida, a obra figura como destaque de 2017 na cidade, berço de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que está sepultado nesse templo sob o altar de Nossa Senhora da Boa Morte. Conforme estudo recente, o mestre do Barroco nasceu em 1737, portanto há 280 anos, embora a polêmica exista, pois outros historiadores falam em 1730 e 1738.

Para os visitantes, a nova etapa na igreja será oportuna tanto para se conhecer o trabalho dos restauradores como também para ver a intervenção em todos os retábulos da nave e da capela-mor, além de forros e pinturas. Segundo o chefe do escritório do Iphan em Ouro Preto, André Macieira, as portas ficarão abertas durante os serviços, pois a matriz oferece completa segurança. O secretário municipal de Cultura e Patrimônio, Zaqueu Astoni Moreira, aplaude a iniciativa e adianta que toda a programação da Semana Aleijadinho, em novembro, será alusiva aos 280 anos do patrono das artes no país e natural de Ouro Preto, cidade cujo Centro Histórico é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Segundo estudos, a história da matriz começa por volta de 1699, quando foi elevada, a mando do bandeirante Antônio Dias, uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Em 1705, instituiu-se a primitiva matriz, sofrendo provavelmente modificações e acréscimos para se adaptar à nova função. O rápido crescimento da população do antigo Arraial de Antônio Dias fez com que os moradores, em 1711, exigissem a construção de um novo templo, o que ocorreu em 1724.

Em 1727, foi iniciada a construção da atual matriz, cujo projeto é atribuído a Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Os trabalhos iniciados antes da Matriz do Pilar seguiram em ritmo mais lento até 1756, quando se inicia a talha da capela-mor e posteriormente as obras de pintura e douramento. Os altares da nave são bem mais antigos, podendo incluir, como no caso da Matriz do Pilar, peças remanescentes da primitiva. A decoração interna da nave é atribuída também ao pai de Aleijadinho. Já a talha da capela-mor, a Jerônimo Félix Teixeira e Felipe Vieira, discípulos de Noronha e Xavier de Brito, daí sua afinidade com a Matriz do Pilar.

Pesquisa. O ano de nascimento de Aleijadinho sempre despertou polêmica, alguns dizendo que foi em 1730 e outros em 1738. De certeza mesmo, só o da morte, 1814, tanto que em 2014 houve muitas homenagens pelo transcurso do bicentenário. Mergulhado em pesquisa no Brasil e Portugal, o promotor de Justiça e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais Marcos Paulo de Souza Miranda jogou luz sobre o assunto no seu livro Aleijadinho revelado – Estudo histórico sobre Antonio Francisco Lisboa, ao descobrir que foi mesmo em 1737.


Cores da fachada chamam a atenção em meio às ladeiras históricas de Ouro Preto. Foto: Marcelo Tholedo/Divulgação

Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto, Marcos Paulo localizou o registro de nascimento de Antonio Francisco Lisboa, filho da negra forra Isabel. Em entrevista ao Estado de Minas, ele explicou que “os estudiosos certamente procuravam o registro apenas pelo nome do pai, o artífice português Manuel Antonio Lisboa. A questão é que, naquela época, pelo direito canônico, era proibido que constassem do registro os nomes dos pais quando o casal não fosse formalmente casado. Daí só haver o nome da mãe no documento. Além disso, o costume era levar a criança à pia batismal logo após o nascimento.” A única data que se conhecia era a da morte, 18 de novembro, conforme consta do atestado de óbito. É curioso notar, no túmulo, que uma placa traz o sinal de interrogação ao lado do ano de 1738, que seria o do nascimento.

O autor do livro lembrou que a primeira biografia foi escrita em 1858, por Rodrigo José Ferreira Bretas, ex-promotor de Justiça de Ouro Preto. “O trabalho foi publicado no jornal Correio de Minas, 44 anos depois da morte de Aleijadinho. Bretas conversou com dona Joana Lopes, parteira, que foi casada com o filho do artista, Manoel Francisco Lisboa, batizado com o mesmo nome do avô.”

O pai de Aleijadinho, Manoel Francisco Lisboa, nasceu em São José de Odivelas, antes pertencente a Lisboa, Portugal, hoje município autônomo, conforme os levantamentos de Souza Miranda: “O nome de família não é propriamente ‘de Lisboa’, apenas indica a procedência. O pioneiro João Francisco e seus três filhos vieram da capital portuguesa atraídos, no auge da mineração do ouro nas Gerais, pela alta efervescência de construção de igrejas. Era uma família de artífices. Os tios de Aleijadinho, Antonio Francisco Pombal e Francisco Antonio Lisboa, foram exímios entalhadores e atuaram, respectivamente, nas matrizes do Pilar e de Nossa Senhora da Conceição de Antonio Dias”.

Aleijadinho foi aprendiz, oficial e tornou-se mestre, aprendendo a trabalhar com a própria família, pois todos eram do ramo. Em 1760, aos 23 anos, ele começou com sua oficina, embora não fosse um espaço físico, mas um serviço itinerante. De acordo com Souza Miranda, “ele se deslocava para o lugar onde houvesse serviço, tanto que morou em Rio Espera, na Zona da Mata, e Sabará. A equipe dormia geralmente nas casas paroquiais. Outra atividade importante, a exemplo da desempenhada pelo pai, foi a de perito ou ‘louvado’.

Um dos irmãos de Aleijadinho, o padre Félix, seguiu a mesma trilha e se tornou talentoso escultor de peças sacras”. Autor do prefácio do livro, o secretário de estado de Cultura, Angelo Oswaldo, afirma que 1738 continua o ano dado como aceito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas acredita que pode ser dada a largada para os festejos. “Aleijadinho é para se festejar todo dia”, afirma. O ano de 1738 decorre de uma certidão de óbito datada de 18 de novembro de 1814, na qual há a informação de que o homem sepultado teria 76 anos, portanto, nascido em 1738. “Na época do bicentenário, foi formada uma comissão pelo Iphan para estudar a fundo o legado de Aleijadinho, identificar as obras, tirar as dúvidas, mas acho que não evoluiu”, diz o secretário. Ele lamenta que o Museu Aleijadinho, composto pelo acervo das igrejas de Nossa Senhora da Conceição, São Francisco e Mercês de Baixo, em Ouro Preto, não esteja aberto à visitação.

Reconhecimento. O nome Aleijadinho tem reconhecimento de norte a sul. “Dos artistas brasileiros que atuaram no período colonial, Aleijadinho foi o que mais se destacou, tanto do ponto de vista qualitativo, quanto quantitativo. Ele viveu em Minas e sua trajetória coincide com o período áureo da exploração de metais preciosos, quando a região presenciou um grande momento de vida social urbana”, ressalta o diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Rosenthal Schlee. Ele explica que “a riqueza do ouro e dos diamantes, associada à profusão de irmandades religiosas, garantiu trabalho e reconhecimento ao artista, que deixou obras significativas em Ouro Preto, São João del-Rei, Congonhas e Sabará.


Foto: Marcelo Tholedo/Divulgação

“Para demonstrar a importância de Aleijadinho e de sua oficina, basta citar a delicadeza da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto ou a monumentalidade do conjunto arquitetônico dos Passos e Adro dos Profetas do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas”, conta Andrey, também professor da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em arquitetura pela Universidade de São Paulo (USP).

Retrato Oficial


Foto: Cristina Horta/EM

Louvado pelas imagens que brotaram de suas mãos, o gênio do Barroco paradoxalmente tem na própria fisionomia um mistério. Nos séculos 18 e 19, muitos desenhistas e pintores fizeram o “retrato falado” de Aleijadinho, um assunto ainda bastante polêmico. O chamado retrato oficial, que faz parte das homenagens no bicentenário de morte, está exposto no Museu Mineiro, na Avenida João Pinheiro, em Belo Horizonte. Trata-se de óleo sobre pergaminho (foto) feito no século 19, por Euclásio Penna Ventura. O quadro, na verdade um ex-voto, medindo 20cm por 30cm, pertenceu à Casa dos Milagres, de Congonhas, e mostra um homem mulato bem-vestido. Foi vendido em 1916 a um comerciante de Congonhas, identificado como Senhor Baerlein, proprietário da Relojoaria da Bolsa do Rio de Janeiro. A alegação de que se tratava do rosto do mestre do Barroco se baseou na imagem representada ao fundo da pintura, em segundo plano, que parecia idêntica a uma obra de autoria do artista.

Linha do Tempo

» 1720
Chegam a Ouro Preto, vindos de Portugal, João Francisco e três filhos, sendo um deles Manuel Francisco Lisboa.

» 1737
Em 26 de junho, Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, é batizado na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, em Ouro Preto. Ele é filho de Manuel Francisco Lisboa com a negra forra Isabel. Alguns estudiosos apontam 1730 ou 1738 como o ano do nascimento.

» 1750
O menino Antonio frequenta o internato do Seminário dos Franciscanos Donatos do Hospício da Terra Santa, em Ouro Preto, onde aprende gramática, latim, matemática e religião.

» 1755
Nasce Félix Antonio Lisboa, irmão de Aleijadinho. Foi padre e escultor talentoso.

» 1763
O artista faz sua primeira intervenção com características arquitetônicas: frontispício e torres sineiras da Matriz de São João Batista, em Barão de Cocais, e ainda a imagem São João Batista.

» 1766
Em Ouro Preto, o artista executa o projeto da Igreja de São Francisco de Assis, as imagens do frontispício e a fonte-lavabo da sacristia.

» 1768
Antonio se alista no Regimento da Infantaria dos Homens Pardos de Ouro Preto e, durante três anos, presta o serviço militar, o qual conjuga com uma atividade profissional intensa.

» 1774
Recebe a encomenda do projeto da Igreja de São Francisco de Assis, de São João del- Rei, e executa o projeto da Igreja de São José, de Ouro Preto. Em Sabará, faz trabalhos para a Igreja do Carmo.

» 1777
Nasce o filho de Aleijadinho, que recebe o mesmo nome do avô – Manuel Francisco Lisboa. O menino é batizado em 23 de janeiro na catedral do Rio de Janeiro. É detectada uma grave doença degenerativa, que deforma corpo e membros do artista.

» 1780
Aleijadinho conclui o conjunto de talha, retábulos, púlpitos e coro da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Jaguara, encomendada pela Irmandade da Ordem Terceira do Carmo de Sabará.

» De 1784 a 1786
Aleijadinho esculpe o conjunto em madeira da Fazenda da Jaguara, em Matozinhos. No início do século 20, o acervo é transferido para a Matriz do Pilar, em Nova Lima, na Grande BH.

» 1790
Recebe o apelido de Aleijadinho. Tem obra elogiada no levantamento de fatos notáveis, ordenado pela Coroa em 1782 e feito pelo vereador da Câmara de Mariana capitão Joaquim José da Silva.

» 1790-1794
Aleijadinho se ocupa do retábulo do altar-mor da Igreja de São Francisco, em Ouro Preto, com grande equipe de oficiais de talha. Obra é a coroação da atividade de escultor e entalhador.

» De 1796 a 1799
Nas capelas que recriam a via-crúcis, em Congonhas, Aleijadinho esculpe o conjunto de 64 figuras em madeira. Nas paredes, há as pinturas bíblicas de Manuel da Costa Ataíde (1762-1830).

» De 1800 a 1805
No Santuário Basílica do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas, Aleijadinho esculpe os 12 profetas que receberam reconhecimento da Unesco como patrimônio mundial.

» 1812-1813
O estado de saúde de Aleijadinho se agrava. Passa a viver em uma casa perto da Igreja do Carmo, em Ouro Preto, para supervisionar as obras que lá estavam em andamento.

» 1814
Aleijadinho morre em 18 de novembro, segundo certidão de óbito arquivada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Está sepultado sob o altar de Nossa Senhora da Boa Morte.

» 1858
Publicada a primeira biografia do mestre do barroco, escrita pelo promotor de Justiça Rodrigo José Ferreira Bretas.

» 1930
Feita a primeira exumação dos restos mortais de Aleijadinho, para lembrar o bicentenário do nascimento do artista, que, segundo nova pesquisa, nasceu em 1737 e não em 1730 ou 1738, como se considerava anteriormente.

» 1947
Feita a segunda exumação, de forma clandestina. Pedaços de ossos são levados para exames na Inglaterra. Outras duas ocorreram em 1970 e 2003.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia Estado de Minas
Fonte: Defender

Assembleia Legislativa de São Paulo recebe a exposição "A trajetória de Jesus de Nazaré"

Alesp recebe exposição de arte sacra
Da Redação - Foto: Maurício G. de Souza
Exposição de arte sacra

A partir de 21/07, a Assembleia Legislativa de São Paulo recebe a exposição "A trajetória de Jesus de Nazaré", do artista pernambucano Wandecok Cavalcanti. A mostra traz 38 esculturas de argila destacando cenas da trajetória de Jesus Cristo, como a "Santa Ceia" e a "Anunciação".

Antes, as obras do artista estavam expostas no Memorial da América Latina e no Museu de Arte Sacra, em São Paulo, onde Cavalcanti leciona "Formação em esculturas sacras em cerâmica". Ele também já expôs em museus dos Estados Unidos, Itália e Japão.

Quando decidiu contar a história de Jesus, o artista idealizou cerca de duzentas obras. "O número de acontecimentos na vida dele é imenso, mas conseguimos reduzir para 38, que considero as mais marcantes."

A inspiração veio da época em que vivia em Pernambuco. "Eu participei de algumas restaurações de igrejas quando morei em Olinda. A partir daí, me inspirei no contexto barroco e investi nisso", conta. Aos onze anos de idade, Cavalcanti já fazia pinturas em telas e trabalhava com argila. "Minha primeira exposição individual foi em 1987, na Fundação Joaquim Nabuco, em Recife."

É a segunda vez que Wandecok Cavalcanti expõe na Assembleia. "Já conhecia a Alesp, que possui um grande acervo de arte. Em 2013 eu fiz a minha primeira exposição na Casa. O espaço e a visibilidade são muito grandes. Espero um grande público para ver as minhas obras", afirmou.

Exposição "A trajetória de Jesus de Nazaré"

Curadoria: Wandecok Cavalcanti

Abertura: 21 de julho de 2017

Período: por tempo indeterminado

Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera

Informações: (11) 3886-6630

Horário: de segundas a sextas-feiras, das 9h às 18h

Ingresso: grátis



Exposição de arte sacra

Exposição de arte sacra






Fonte: Alesp

Exposição: Barro com fé



A próxima exposição a ocupar a Sala Metrô Tiradentes do Museu de Arte Sacra de São Paulo, "Barro com Fé" da artista Stela Kehde, já está em montagem. A partir da próxima semana, dia 23/07, você já poderá conferir a mostra dentro da Estação Tiradentes do Metrô, com acesso gratuito aos usuários!

Barro com Fé
Obras: Stela Kehde
Curadoria: Percival Tirapeli
Período: 23 de julho a 03 de setembro de 2017
Local: Sala MAS Metrô Tiradentes

Mais informações: http://bit.ly/2v0kLAo


Fonte: Museu de arte Sacra de São Paulo

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Encontro temático - Arte Sacra



Encontro Temático

22 de julho / 10:00 - 16:00

Em julho o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas traz mais um Encontro Temático. Neste mês o tema será sobre Arte Sacra!

A partir do acervo da antiga igreja de Nossa Senhora do Rosário, iremos explorar diversos elementos, dentre eles o barroco, o mobiliário religioso e o espaço litúrgico.

Haverá certificado para os participantes. O curso é voltado para todos aqueles que se interessam pelo tema e acontecerá no dia 22/07/2017 das 10h00 às 16h00 (haverá uma hora de intervalo para o almoço).

Taxa de inscrição: R$ 25,00.
Maiores informações: masj@pateodocollegio.com.br. Faça sua inscrição aqui!

domingo, 16 de julho de 2017

Curso de capacitação na técnica do afresco



Curso entre os dias 11 e 17 de setembro

Professores e estudantes tem desconto! 
Inscrições aqui: https://goo.gl/forms/3G7hmPPLH321lQGw1 😊

Estão todos convidados!

Dica da Amiga Ana Lúcia Martinelli

sábado, 15 de julho de 2017

Provedor alerta sobre deterioração e Irmandade vai em busca de recursos para restauração da Igreja de Santo Antônio


Conselheiro Lafaite (MG)
Por Defender |





Uma das preciosidades do patrimônio histórico e da memória de Lafaiete passa por um processo de deterioração que vem avançando nos últimos anos. Quem visita o local percebe trincas, rachaduras e infiltrações que prometem a integridade do exemplar do século XVIII, tombado pelo município. “A igreja requer reformas urgentes e cuidados necessários para a sua preservação. A situação do bem é preocupante”, antecipou o provedor e presidente da Irmandade de Santo Antônio de Queluz, Marcos José Gonçalves. Segundo ele, o telhado e janelas já exigem uma reforma. Conta com isso também a descaracterização da igreja, como inúmeras pinturas sobre a original.

Mais recentemente a Irmandade conseguiu uma parceria com o Ministério Público, curadoria do patrimônio histórico, e contratou profissionais

técnicos para a elaboração dos projetos arquitetônico e de conservação dos elementos artísticos, inclusive, eles já foram aprovados pelo Instituto Estadual do Histórico e Artístico (IEPHA). “A gente de agradecer por demais a participação e parceria do promotor Glauco Peregrino que muito no ajudou nestes 2 projetos”, frisou Marcos.

Os projetos elaborados e aprovados facilitam a busca de financiamento seja público ou privado. Este é agora o caminho que a Irmandade trilha para executar os projetos cujos valores chegam a R$ 6 milhões. “Queremos ver esta igreja com seu brilho original”, revelou Marcos, confiante em arrumar uma fonte de recursos.

Pelos projetos imagens sacras de valor inestimável, datadas da fundação da capela, serão restauradas como a de Santo Antônio, Nossa Senhora da Piedade, São João Evangelista, São Joaquim, Nossa Senhora do Rosário e crucifixo primitivo. As peças compõem a riqueza da capela. Marcos, que lançou o livro “Relicário, juntamente com a historiadora Avelina, que retrata a capela, conta que o piso de madeira será trocado por pedra e a pintura original será reconstituída. Ele revela que ainda não se sabe a cor que o bem levará. Mesmo a fachada da Igreja, no seu aspecto original, não possuía o sino. Para ele a volta a originalidade neste quesito será polêmica.

Marcos e integrantes da Irmandade já se reuniram recentemente com o Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo, bem busca de recursos, mas receberam apenas a sugestão para apresentarem os projetos no Fundo Estadual de Cultura.

Para estar em pleno funcionamento a capela conta com o Auto Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) em dia. O bem tem câmeras, alarme e equipamentos de combate a incêndio. Marcos reclama da falta fiscalização no excesso de carros principalmente caminhões que passam em frente a capela. Segundo ele, um acordo proíbe o trânsito intenso no local que compromete a estrutura do bem que completou 266 anos.

Fonte original da notícia: Correio de Minas

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Estudo ratifica importância de templos belos em conversões individuais

Um estudo recentemente divulgado pelo jornal inglês 'The Telegraph' avaliou a participação de jovens nas práticas religiosas e identificou um elemento que poderia surpreender se se confia demasiado nos esteriótipos da povoação infantil: a eficácia da arquitetura sacra para inspirar conversões.



"O estudo sugere que os novos métodos nos quais investe a Igreja, como os grupos de jovens... são menos efetivos que orar ou visitar um templo na hora de atrair aos jovens à Igreja", destacou o meio de comunicação. As conclusões localizaram o contato com um templo em uma posição mais alta de eficácia que a assistência a um grupo juvenil, a assistência a um evento familiar religioso como as bodas ou o diálogo sobre a Fé com outros crentes. Com uma influência em 13 por cento das conversões juvenis, a visita a templos e catedrais se localiza por baixo da assistência a uma escola religiosa (17%) e uma experiência espiritual pessoal (14%).

As cifras inglesas concordam com a tradição católica da arquitetura sacra e seu potente valor catequético. Comentando sobre a beleza do templo da Universidade de São Tomás de Aquino nos Estados Unidos, o arquiteto Kevin Clark comentou à publicação 'Adoremus': "É surpreendente ver católicos e não católicos participarem na beleza física do edifício. É parte de sua conversão, é uma intriga". Esta curiosidade estética atrai aos jovens e os prepara a um contato mais profundo com a mensagem católica.

"Os estudantes têm sede de beleza, um estudo recente diz que a beleza é uma das razões mais significativas pelas quais a gente vem e fica na Fé Católica", afirmou a Universidade de São Paulo em Madison, Estados Unidos, na apresentação do projeto de construção de sua capela. "A edificação necessita ser grande, bela e o suficientemente visível para que os estudantes a notem". A instituição deseja substituir a edificação atual de concreto em parte porque os estudantes não a reconhecem como templo e deseja enfatizar mais claro em sua identidade católica.

Enquanto que a "Via da Beleza" continua sendo um passo prévio que requer ser seguido por um encontro autêntico com Deus, sua implementação contribui de forma notável à Evangelização, como reconhece o Pontifício Conselho para a Cultura no documento "A Via Pulchritudinis": "A capacidade comunicativa da arte sacra o mostra capaz de romper barreiras, filtrar os prejuízos e tocar o coração das pessoas de diferentes culturas e religiões, permitindo-lhes perceber a universalidade da mensagem de Cristo e seu Evangelho". (EPC)


Fonte: Gaudium Press

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Busto-relicário esculpido por Aleijadinho volta ao acervo de Minas Gerais

A escultura de cedro estava com um colecionador do interior de São Paulo e passa a integrar o patrimônio de Ouro Preto


O busto-relicário de São Boaventura estava com um colecionador de São Paulo e ficará sob a guarda definitiva do Museu de Aleijadinho (foto: MPMG/Divulgação)Vitória para o patrimônio cultural mineiro e em defesa do legado de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814). A Justiça determinou que o busto-relicário de São Boaventura, peça esculpida pelo “mestre do barroco” para a Igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, na Região Central, seja reintegrado definitivamente ao acervo original sob guarda do Museu Aleijadinho e da Arquidiocese de Mariana, e reconheceu a obra como integrante do patrimônio de Ouro Preto. A ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi proposta em 2011, em atuação conjunta da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ouro Preto e Coordenadoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), sendo a sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Ouro Preto.

De acordo com informações do MPMG, a escultura de cedro, com 69 centímetros de altura, estava com um colecionador do interior de São Paulo e ficará sob a guarda definitiva do Museu Aleijadinho e da Arquidiocese de Mariana – por determinação judicial, ela fica num cofre, em local não divulgado e sem exposição. Como a obra foi desviada do acervo de origem, em data indeterminada e ficou em poder de um colecionador do interior de São Paulo, a ação pediu também o pagamento de indenização por danos materiais e danos morais coletivos, explicou, ontem, o promotor de Justiça da comarca de Ouro Preto, Domingos Ventura de Miranda Júnior, já que esse pedido foi negado pela Justiça, mas o MPMG vai recorrer da decisão.

“Trata-se de uma decisão muito importante, pois a Justiça reconheceu que a peça pertence realmente a Ouro Preto e deverá ficar no município. É um precedente fundamental para valorizar o acervo daqui”, afirmou ontem Miranda Júnior, por telefone. Na sentença, o juiz destacou que a obra apresenta “valor cultural, histórico e artístico muito acentuado, justificado pelo período em que foi produzida, no qual o Brasil estava sob o regime do padroado (Igreja e Estado), e é protegida pelo Conjunto Histórico de Ouro Preto, assim como pela Lei 4.845/65. Além disso, trata-se de bem tombado, pois faz parte do acervo da Igreja de São Francisco de Ouro Preto”.

HISTÓRICO 
Conforme a ação civil pública, Aleijadinho teria produzido um conjunto formado por quatro bustos-relicários representando os doutores franciscanos Venerável Duns Scott, Santo Antônio de Pádua, São Tomás de Aquino e São Boaventura para integrar a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, bem tombado desde a década de 1930 e localizada no Centro Histórico protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco). Estudos mostram que a obra teria sido concluída na terceira fase de produção de Aleijadinho, entre 1791 e 1812. Os outros bustos ficam no acervo do Museu Aleijadinho, em Ouro Preto.

Em 2014, o MPMG entrou com recurso requerendo à Justiça tutela antecipada determinando a manutenção da obra em Ouro Preto até o julgamento final da ação. Os promotores de Justiça alegaram que “toda a prova pericial produzida indica que o busto objeto dos autos foi produzido para ornar a Igreja de São Francisco de Ouro Preto, de onde não poderia ter sido retirado, pois trata-se de bem fora do comércio e expressamente protegido em razão de seu valor cultural imensurável”.

No acórdão, o relator do agravo de instrumento, desembargador Caetano Levi, decidiu, então, que “a peça sacra constitui patrimônio cultural inquestionável da comunidade onde foi produzida” e que “a prova pericial realizada torna certo que a peça é mesmo de autoria do consagrado escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, razão pela qual deve permanecer em Ouro Preto até o julgamento do mérito do recurso pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais”.

Entenda o caso

De acordo com a ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais, na Comarca de Ouro Preto, Aleijadinho teria esculpido um conjunto formado por quatro bustos-relicários representando os doutores franciscanos – Venerável Duns Scott, Santo Antônio de Pádua, São Tomás de Aquino e São Boaventura – para integrar a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, tombada desde a década de 1930

O busto-relicário de São Boaventura, com 69cm de altura, foi desviado do acervo de origem em data indeterminada, indo parar nas mãos de um colecionador do interior de São Paulo. A obra, em cedro, teria sido concluída na terceira fase de produção de Aleijadinho, entre 1791 e 1812. Os outros três bustos que formam o conjunto estão no Museu Aleijadinho, em Ouro Preto.

A primeira ação do MPMG, em 2008, pediu a devolução definitiva do busto-relicário de São Boaventura à Arquidiocese de Mariana, além do pagamento de indenização por danos materiais e danos morais coletivos. A ação principal ocorreu em 2011, tendo à frente o então promotor de Justiça de Ouro Preto, Ronaldo Crawford, e pelo ex-titular da Coordenadoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) Marcos Paulo de Souza Miranda.

Em 28 de abril de 2015, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 1ª Câmara Cível, determinou que o busto-relicário ficasse em Minas até o fim da tramitação da ação.

Fonte: EM

Curso livre de douramento e policromia em Arte Sacra

Centro Educacional Terra Santa, Petrópolis, RJ, entre 7 e 11 de agosto, das 09:00 às 18:00. 

Douramento e Policromia Barroca, estudo de iconografia sacra. Curso livre com certificado, voltado para maiores de 18 anos. 

Prática em regime de Atelier com todas as fases tradicionais de trabalho: impermeabilização, pastiglio, douramento, floreios, esgrafiatos, punção, flores barrocas, veladura, marmorização, carnação.

Informações, condições de pagamento e matrículas exclusivamente inbox ou por e-mail.
Vagas limitadas.



Fonte: Ana Rocha

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Livro: História, Arte e Preservação do Patrimônio Cultural - A Imaginária da Paixão de Cristo da Ordem Terceira do Carmo de Ouro Preto (MG)



Lançamento da Editora Prismas: História, Arte e Preservação do Patrimônio Cultural: A imaginária da Paixão de Cristo da Ordem Terceira do Carmo de Ouro Preto (MG), de Lia Sipaúba Proença Brusadin e Maria Regina Emery Quites 
"Na América Portuguesa, durante o século XVIII e início do XIX, na Capitania de Minas, a religião cristã foi perpetuada por suas imagens devocionais. A imaginária sacra colonial compõe um campo de estudo amplo e interdisciplinar. O presente livro tem como finalidade analisar as representações iconográficas, as técnicas e materiais das esculturas da Paixão de Cristo"

Adquira já seu exemplar em: https://goo.gl/bNmaea

Museu da Ordem Terceira de São Francisco tem queda no número de visitantes e desvalorização


Salvador (BA)
Por Defender |

A cobrança de ingressos, no valor de R$ 5, é uma das fontes de receita da Ordem.


Foto: Marina Silva/Correio

A recepcionista do Museu da Ordem Terceira de São Francisco, Marilice da Silva Natividade, conta que, nos últimos anos, o número de visitantes vem caindo gradativamente – até junho, 22 mil pessoas visitaram o espaço, segundo o diretor executivo da Ordem, Jaymme Baleeiro Neto. “O fluxo baixou muito. Estamos vivendo um verdadeiro luto do turismo”, afirmou Marilice.

Segundo a recepcionista, alguns fatores podem ter contribuído para essa queda de visitantes, entre eles as facilidades da internet e o estado de conservação do acervo artístico. “As pessoas vêm para cá para ver os azulejos. Como eles estão danificados, elas terminam vendo em sites, o que é uma pena”, lamenta ela.

Outro ponto abordado por Marilice é a interdição do Centro de Convenções. Segundo ela, quando o espaço estava em funcionamento, o passeio pelo Centro Histórico estava sempre na rota das pessoas que participavam dos inúmeros congressos que aconteciam na cidade. “Hoje, ficamos muito dependentes da alta estação, quando a cidade está cheia por conta das festas.”

A cobrança de ingressos, no valor de R$ 5, é uma das fontes de receita da Ordem, que conta ainda com a cobrança de aluguéis de alguns imóveis, mas a inadimplência e a desvalorização estão prejudicando a cobrança dos aluguéis, segundo o diretor. Hoje, a Ordem conta com nove funcionários e câmeras de segurança.

O espaço fica aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h45 e das 13h às 16h30; aos sábados, domingos e feriados funciona sem interrupção.

Por Saulo Miguez e Hilza Cordeiro

Fonte original da notícia: Correio – Bahia

terça-feira, 11 de julho de 2017

Igreja com quase 300 anos na BA é reaberta após 11 anos de obras de restauração

Por Defender |

Templo religioso guarda restos mortais da heroína da Independência da Bahia, Maria Quitéria. Igreja terá 1° missa no sábado (8).


Igreja de Sant’Ana, que foi restaurada em Salvador. Foto: Alberto Lyra/Divulgação

A igreja de Sant’Ana, em Salvador, com quase 300 anos de história, foi reaberta nesta quarta-feira (5) para que a concretização do projeto de restauração fosse apresentado à imprensa, após 11 anos de obras. Apesar da reabertura, e do local estar disponível para visitas, a primeira missa na igreja será realizada no sábado (8), às 18h.

Em 2016, mesmo sem a finalização das obras, a parte central da igreja já havia sido reaberta, apenas para os festejos que celebram a padroeira Sant’Ana no mês de julho.

As obras de restauração no templo religioso, localizado no bairro de Nazaré, e construído em 1747, foram iniciadas em 2006, depois de serem encontrados problemas de infraestrutura no local, como vazamentos no telhado, água escorrendo, fiação exposta, escadas de acesso interditadas, partes do forro despencados e com risco de ruir.

Tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), a igreja guarda tesouros no seu entorno, como os restos mortais da heroína da Independência da Bahia, Maria Quitéria. Sant’Ana faz parte também da vida de personagens que ajudaram a construir a história da Bahia. O pároco da igreja, Abel Pinheiro, conta que Irmã Dulce, a religiosa baiana, morava nos arredores da igreja e era assídua frequentadora do templo católico. Além disso, no templo há uma placa que informa que Irmã Dulce decidiu ingressar na vida religiosa na igreja de Sant’Ana.

 padre Abel destacou ainda a importância das obras da igreja para a comunidade. “As telas da igreja estavam escuras por causa da fuligem, e há mais de 100 anos que não fazia-se uma limpeza como agora, então tudo isso volta ao esplendor e oferece à comunidade um espaço digno, aconchegante para celebrações e para o encontro do povo de Deus”, disse.

Restauração


O processo de reforma e restauração da igreja, uma das principais referências do acervo sacro arquitetônico e histórico do estado da Bahia, trouxe novamente para o público sofisticados entalhes e de relíquias de pinturas assinadas por grandes nomes da época, como os pintores Franco Velasco, José Rodrigues Nunes e José da Costa Andrade. Velasco também pintou obras nas igrejas Ordem 3º de São Francisco e Bonfim, ambas na capital baiana.

Algumas partes da igreja foram totalmente recuperadas, como o altar de São Benedito, que em 2007 foi depredado por um adepto de uma igreja protestante. Só esta obra levou quase dois anos para ser recuperada, envolvendo três restauradores responsáveis e 27 auxiliares do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural (Ipac), um dos responsáveis pelas obras.


Imagem de Sant’Ana da igreja que também foi restaurada na Bahia. Foto: Divulgação

Conforme o restaurador responsável pelo projeto artístico da paróquia, José Dirson Argolo, a pintura original de onze painéis e do medalhão que ornamentava o forro principal da igreja estava coberta sob camadas de outras pinturas, o que impedia a identificação das obras em função da alteração de cores. As modificações foram sofridas na segunda metade do séc. XIX, como por exemplo do forro da nave, restaurado em 1855 por José Rodrigues Nunes, que usou tinta à base de óleo, produto utilizado naquela época, que provocava forte oxidação, e que depois foi substituído por materiais quase isentos de alteração.

A Igreja de Sant’Ana também sofreu transformações após reformas que ocorreram entre 1814 e 1828, quando o templo perdeu a decoração barroca (altares, pinturas e talhas), substituída por outras no estilo neoclássico, que passou a imperar no Brasil, após a chegada de D. João VI, com a família real portuguesa, em 1808, que trouxe um novo conceito de arte mais “despojado”. Este conceito foi reforçado em 1816 com a vinda para o Brasil da Missão Artística Francesa, cujo um dos expoentes foi o pintor Debret.


Placa comemorativa que aponta que Irmã Dulce se tornou religiosa na igreja de Sant’Ana. Foto: Divulgação

A primeira etapa da reforma custou R$ 2,7 milhões e teve apoio do BNDES. No ano de 2014, um novo contrato foi assinado com o BNDES, no valor de 5,4 milhões, em três parcelas, para a conclusão da obra.


Pintura do teto da igreja de Sant’Ana que foi restaurada na Bahia. Foto: Divulgação

Fonte original da notícia: G1 BA

Barroco Internacional



BARROCO INTERNACIONAL
Não percam!


Faça sua inscrição e não fique fora dessa.Convide seus alunos e amigos também!
Ementa de curso: 


1- Renascimento e Maneirismo para se pensar o Barroco. 
2- Reforma Protestante e Contrarreforma Católica. 
3- O Barroco Internacional na arquitetura. 
4- O Barroco Internacional na pintura e o caravaggismo. 
5- O Barroco Internacional e a escultura.
6- A Imaginária Devocional e o Barroco. 
7- As influências do Barroco Português para se pensar o Barroco Brasileiro.


Investimento: R$35,00;
Data: 23/07/12;
Horário: 09h às 12h;
Local: Museu de Arte Sacra do RJ e Igreja de Santo Antônio (Convento de Santo Antônio).

Inscrições pelo whatsapp 96833-0484

Organização: Ciclo de História da Arte no Museu

segunda-feira, 10 de julho de 2017

I Congresso Internacional de Música Sacra da UFRJ








Congresso Internacional de Música Sacra abre inscrições


Escrito por Francisco Conte

Realização da Escola de Música (EM), estão abertas as inscrições para o I Congresso Internacional de Música Sacra. O evento, que conta com a coordenação geral da professora Valéria Matos (UFRJ), acontece de 20 a 22 de julho. Palestras, mesas redondas e workshops, na EM e no auditório da Firjan, discutirão o tema “A Música Sacra Católica nos Séculos XX e XXI”. Período em que a prática do gênero foi impactada pelas mudanças nas normas da Igreja e pelas transformações sócio-culturais que redefiniram a relação com a espiritualidade, o religioso e o transcendente.


Fotos: Reprodução



PALESTRANTES internacionais: Winfried Bönig (acima) e Robert Tyrala (abaixo).
Folder e formulário de incrição do evento.


Da programação, que pode ser consultada em detalhe no final da matéria, constam ainda três concertos. A entrada é franca para todas as atividades do Congresso.

O foco do congresso são docentes, estudantes, compositores, pesquisadores, maestros, músicos, clérigos, religiosos e membros da sociedade em geral, afins ao tema.

Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e entregá-la no Setor Artístico da Escola, na Rua do Passeio, 98, ou enviá-la para o correio eletrônico artistico@musica.ufrj.br.


Palestras, mesa redonda e workshops

Pesquisadores internacionais marcam as palestras do evento. O professor Robert Tyrała (Polônia), desde 2009 presidente da Federação Internacional dos Pueri Cantores, discute, dia 20, A Ressonância da Instrução do Vaticano no [documento] Musicam Sacram no 50° Aniversário de sua Promulgação (1967-2017). No dia 21, Winfried Bönig, professor e organista da Catedral de Colônia, na Alemanha, fala sobre A Música Sacra na Alemanha no Início do Século XXI.

Uma mesa redonda reúne, dia 22, Clayton Júnior Dias, diretor e professor do Centro de Estudos de Música Sacra e Liturgia da Arquidiocese de Campinas, Fernando Lacerda (UFPA) e Frei Joaquim Souza (Minas Gerais).

Seis workshops permitem a troca de experiências com destacados pesquisadores, compositores, músicos e especialistas. Entre eles, o organista Winfried Bönig, os regentes Antônio Pedro de Almeida, Antônio Gastão, Marcelo Vizani e Roberto Duarte, as arquitetas Erika Pereira Machado e Layla Christine Alves Talin, e o compositor João Guilherme Ripper.


Concertos

O concerto de abertura, dia 20, às 20h, na Sala Cecília Meireles, será também o Concerto de Gala do 41° Congresso Internacional PUERI CANTORES, que acontece no mesmo período na cidade. Reúne o coral Canarinhos de Petrópolis, Mainzer Domchor (Mainz/Alemanha), Schola Cantorum (Bogotá/Colômbia), Jeju Catholic Boys and Girls (Jeju City/Coreia do Sul), o Pueri Cantantes Cathedralis Ungdomskör (Estocolmo/Suécia), além do Sacra Vox da UFRJ. O do dia, 21, às 18h, no Salão Leopoldo Miguez, apresenta o Coral Meninas dos Canarinhos de Petrópolis, sob a regência de Marcelo Vizani, e e o de encerramento, dia 22, às 18h30, no Salão Leopoldo Miguez, destaca o organista Winfried Bönig e a estreia mundial da Gloria-Concertato, obra encomendada ao compositor João Guilherme Ripper, docente da EM.

Coordenação

A Coordenação Científica do Congresso é de Carlos Alberto Figueiredo (UNIRIO) e a Coordenação Artística de Inacio De Nonno (UFRJ). A Comissão Científica é composta e do professor Richard Mailänder, da Universidade de Colônia (Alemanha). Integram a Comissão Artística, Marco Aurélio Lischt, regente titular dos Canarinhos de Petrópolis (IMCP), e o maestro Marcelo Vizani (UCP). A produção executiva é da Giz em Cena Produções Culturais.

Apoiam o Congresso a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, a Arquidiocese de Niterói, a Associação Fluminense de Ex-bolsistas da Alemanha (AFEBA), a Federação das Indústrias do Estado do Rio do Janeiro (Firjam), a Fundação do Arcebispado de Colônia (Alemanha), o Instituto Goethe e o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).



PROGRAMÇÃO DO I CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÚSICA SACRA

20.07

AUDITÓRIO DA FIRJAN

Inscrição de participantes ouvintes, 9h

ABERTURA, 10h

PALESTRA 1, 10:30h
Robert Tyrala (Polônia)
A Ressonância da Instrução do Vaticano no [documento] Musicam Sacram no 50° Aniversário de sua Promulgação (1967-2017)

ESCOLA DE MÚSICA

WORKSHOP 1, 14h
Winfried Bönig (Alemanha)
O Órgão no Rito: A composição e a improvisação

WORKSHOP 2, 16h
Antônio Gastão (Petrópolis) e João Guilherme Ripper (Rio de Janeiro)
A Composição Coral Sacra Contemporânea: o compositor e sua composição em diálogo com o intérprete
Coral e Orquestra da Universidade Católica de Petrópolis
Regente: Antônio Gastão

SALA CECÍLIA MEIRELES

CONCERTO DE ABERTURA, 20h
Concerto de Gala do 41° Congresso Internacional PUERI CANTORES
Conjunto Sacra Vox
Canarinhos de Petrópolis
Mainzer Domchor - Mainz/Alemanha
Schola Cantorum - Bogotá/Colômbia
Jeju Catholic Boys and Girls - Jeju City/Coreia do Sul
Pueri Cantantes Cathedralis Ungdomskör - Estocolmo/Suécia

21.07

AUDITÓRIO DA FIRJAN

PALESTRA 2, 10h
Winfried Bönig (Alemanha)
A Música Sacra na Alemanha no Início do Século XXI, ao exemplo da Arquidiocese de Colônia

ESCOLA DE MÚSICA

WORKSHOP 3, 14h
Maestro Antônio Pedro de Almeida
O Canto Gregoriano: regência e entoação
Conjunto de Cantores do Seminário Arquidiocesano São José

WORKSHOP 4, 16h
Marcelo Vizani, maestro (Petrópolis)
Tradição e Renovação: A Música Sacra no Coral Meninas dos Canarinhos de Petrópolis

CONCERTO, 18h
Coral Meninas dos Canarinhos de Petrópolis
Regente: Marcelo Vizani
Pianista: Ramon Theobald

John Rutter:
The Lord bless you and keep you
John Brackenborough:
O Nata Lux
Franz Liszt:
Pater noster
Ramiro Real:
Regina Caeli
Felix Mendelssohnn:
Veni Domine
Felix Mendelssohonn:
Laudate Pueri
Tim Blickhan:
Ave Maria
Andrew Lloyd Webber:
Pie Jesu
John Leavit:
Festival Sanctus
Henrique Oswald:
Memorare
Antônio Gastão:
Haec Dies

22.07

AUDITÓRIO DA FIRJAN

MESA REDONDA, 10h
Clayton Júnior Dias (São Paulo)
Centro de Estudos de Música Sacra e Liturgia da Arquidiocese de Campinas: formação, atividades litúrgicas, artísticas e pesquisas
Fernando Lacerda (Pará)
Música religiosa católica no Brasil: metas institucionais, práticas musicais e reflexões acerca da pesquisa
Frei Joaquim Souza (Minas Gerais)
A contribuição das "incelenças" de defunto no processo de inculturação da música ritual de exéquias da Igreja no Brasil

ESCOLA DE MÚSICA

WORKSHOP 5, 14h
Erika Pereira Machado e Layla Christine Alves Talin, arquitetas (Petrópolis)
Acústica e Execução: a música na Igreja

WORKSHOP 6, 16h
Roberto Duarte, maestro (Rio de Janeiro), e João Guilherme Ripper, compositor (Rio de Janeiro)
Música Sacra e Execução - Ensaio aberto da obra encomendada para o Congresso: Gloria-Concertato
Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e Coral do Congresso

CONCERTO DE ENCERRAMENTO, 18:30h

Primeira Parte
Organista Winfried Bönig
Johann Caspar Kerll (1627-1693):
Batalla
Johann Sebastian Bach (1685-1750):
Präludium und Fuge D-Dur
Samuel Barber (1910-1981):
Adagio
Johann Sebastian Bach (1685-1750):
Sinfonia aus der Kantate 29
Charles Marie Widor (1844-1937):
Zwei Sätze aus der V. Symphonie: 1.Adagio, 2.Toccata

Segunda Parte
Gloria-Concertato (Primeira audição mundial)
Compositor: João Guilherme Ripper
Maestro: Roberto Duarte
Regente do Coro: Valéria Matos
Solistas: Inacio de Nonno e Maira Lautert
Orquestra Sinfônica Nacional da UFF
Coral do Congresso

ENDEREÇOS:

Escola da Música da UFRJ, Rua do Passeio, 98 - Lapa
Federação das Indústrias do Estado do Rio do Janeiro (FIRJAN), Av. Graça Aranha, 1 - Centro
Sala Cecília Meireles, Rua da Lapa, 47 - Lapa

domingo, 9 de julho de 2017

Artista plástico capixaba Hipólito expõe obras sacras em Viana

Serão 13 obras expostas na Galeria de Arte Casarão. O coquetel de abertura acontece no dia 13 de julho e a exposição ficará na cidade por um mês




A exposição será aberta no dia 13 de julho
Foto: Divulgação

A partir do dia 13 de julho, a exposição de arte sacra “Fragmentos Sagrados”, do escultor capixaba Hippolito Alves, estará na Galeria de Arte Casarão, em Viana. A exposição estará aberta para visitação pública, de 09h às 18 horas durante um mês. O coquetel de abertura da exposição será no dia 13, às 19h30.

São treze obras de Hippolito, onde destacam-se entre elas, imagens do Padre Anchieta, Nossa Senhora e de Cristo Crucificado, algumas de suas mais notáveis criações. O artista explica um dos objetivos principais da exposição. “É uma exposição educativa que visa trazer ao visitante o conhecimento sobre o potencial artístico e cultural de nosso Estado”, destaca.

Hippolito criou as peças utilizando materiais recicláveis, como resíduos do petróleo, minério e do mármore e granito, que seriam jogados fora. A exposição traz a escultura gigante de Luiza Grimaldi, a primeira governadora do Espírito Santo, que tinha o padre José de Anchieta como seu confidente.

Ele destaca que seu trabalho teve um recorde de visitantes no município de Vila Velha, onde ficou exposto na Casa de Memória com 4.500 visitantes. A exposição também passou pelo município de Anchieta, onde ficou exposta no Museu Nacional.

sábado, 8 de julho de 2017

Carmo, arte barroca ameaçada







É a mais “rococó” das quatro igrejas paulistas do século XVII preservadas da ruína, queda e de malsucedidos restauros de pinturas originais do movimento estético nascido na França entre 1710 e 1790 e sobrevivente de maneira mais expressiva em poucos conjuntos históricos barrocos. É mais antiga do que as igrejas mineiras, conhecidas por atraírem turistas de todo o mundo, pela beleza dos altares, imagens, tetos e paredes.

Onde está esse primor ameaçado que faz brilhar os olhos, e muito, muito preocupa estudiosos da história da arte brasileira? Em Mogi das Cruzes, na Igreja Terceira da Ordem do Carmo, num “monumento único”, composto por um grande número de obras clássicas da arte barroca, encontradas em áreas como a pequena saleta, por onde as mulheres que participam do bingo semanal das tardes de terça-feira passam entre o banheiro e o salão (bem mais novo), onde as mesinhas dispostas as agrupam, e há um vozerio alegre.

Cobre o vestíbulo, entre a sacristia e as dependências mais novas do conjunto das igrejas construídas pela Província de Santo Elias, em 1633, uma das pinturas mais antigas do Estado de São Paulo: São Simão Stock recebe um escapulário de Nossa Senhora do Carmo, em meio a imagens da fauna e flora brasileira, tucanos, cobras e papagaios pintadas com a técnica do Spolvero, onde o artista primeiro desenha as imagens numa folha, pontilha os traços das bordas e transfere esse molde para (no caso) o forro.

Além dessa peça, de 1750, todo o conjunto de obras, santos e afrescos coloca a Ordem Terceira do Carmo ao lado de três outras construções católicas de importância na arte e arquitetura paulista: as igrejas do Carmo de São Paulo e de Itu, e a Candelária de Itu. A raridade das pinturas mogianas ganha relevância com o término da tese de doutorado de Danielle Manoel dos Santos Pereira, do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Nesse estudo, a pesquisadora conseguiu avançar em descobertas sobre as origens dos autores das cenas religiosas ali decoradas e pouco conhecidas dos mogianos.

Terça-feira última, O Diário acompanhou as gravações de um programa da TV Unesp sobre a pesquisa sobre as pinturas nos forros do Carmo, que começa a ser divulgada em revistas especializadas pela mineira de 34 anos nascida em Diamantina, residente em São Paulo desde a infância. Ela trabalhou no Museu das Igrejas do Carmo (MIC), entre 2010 e 2012, durante a vigência do Ponto de Cultura Municipal, bancado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, que até hoje não foi pago integralmente. Danielle Pereira estava acompanhada de seu orientador no doutorado, o artista plástico Percival Tirapeli, professor e doutor de História da Arte Brasileira da Unesp, integrante do Condephaat e autor de livros sobre o assunto.

Vem do professor a frase mais urgente ouvida durante a visita guiada ao Carmo sobre as atuais condições desse acervo: “Está lastimável. Desde 1977 visito o Carmo com frequência e desde então, nada foi feito para preservar essas pinturas. A madeira está na casca, o cupim acelera a degradação. Sorte a nossa que o cupim devora a madeira, não a pintura (sorri, com alívio). O telhado está um pouco melhor, mas o forro, está em condições muito ruins”.
Está mesmo. Quando se vence a escadinha estreita de madeira que leva ao coro e se observa de perto as coloridas reproduções dos santos e bispos da história carmelita, os vãos corroídos pelos insetos e encharcados pelas goteiras realçam ainda mais a degradação.

Entre as tábuas do forro, as manchas se alargam, dissolvendo a pintura antiga, madeiras brutas cobrem peças que se perderam, encorpando o diagnóstico: “Veja que os rostos, estão mais preservados, um milagre do Carmo. Mas, no geral, a deterioração avança”, observa Tirapeli, que não larga uma pequena máquina fotográfica.

No forro da nave da Ordem Terceira, o artista Manuel do Sacramento primeiro desenhou ricamente o cenário com detalhes das expressões, roupas e as partes descobertas dos corpos dos personagens, como as mãos. “Ele fez um desenho primoroso no forro, salientando partes dos rostos, como os olhos e bocas, para dar uma imagem ‘fotográfica’ a quem olhava do chão”, diz Tirapeti. O chão fica a 12 metros de distância do teto. “Ele fez a obra para ser apreciada de baixo”, encerra ele.

“Um monumento único”, diz professor

O historiador Percival Tirapeli conheceu as Igrejas do Carmo no início da carreira mapeada pelos livros de arte publicados, exposições, curadorias, supervisão e produção de pesquisas sobre a arte brasileira. Nametade da década de 1970, ele fez a dissertação sobre as igrejas do Vale do Paraíbae e visitou Mogi das Cruzes e Região. Depois disso, a carreira de pesquisador flui, e ele retornou a Mogi, inúmeras vezes, lecionou, inclusive, na Universidade Braz Cubas (UBC). Para ele, “Mogi das Cruzes é um monumento único porque é mais antigo do que o de Itu e construído 100 anos, pelo menos, antes das igrejas de Minas”.

40 anos separam a primeira visita dele ao Carmo à última, terça-feira passada. “É uma constatação, as pinturas estão se perdendo. Tivemos a reforma do telhado, mas só. Se a comunidade não se organizar, buscar o apoio de empresas, por meio da Lei Rouanet, não resolve isso”.

O professor vai direto ao ponto quando questionado sobre a dura lida de quem vê esse patrimônio decaído pela valorização do moderno, sem o equilíbrio entre o novo e o antigo, como ocorre no Centro de Mogi: “Somos (um povo) incultos. Não aprendemos história na escola. E o brasileiro sempre gostou do moderno”.

Juntos, esses fatores provocam o que há de pior para uma sociedade, o “apagamento a memória”. Ao entrar no vestíbulo, onde está a pintura salva do desaparecimento, quando a Igreja do Carmo caiu e foi reconstruída, preservando afortunadamente a obra, Percival assusta-se com um parafuso à vista. “Veja essa parafuso numa pintura chinesa. É o fim”.

Ele acompanhou duas restaurações recentes, que duraram anos, no Carmo de São Paulo e na Candelária de Itu, e lança: “Esses restauros saíram porque teve quem os defendesse. É própria comunidade que precisa se articular, pressionar pela política”, diz. A pressão política é divisor de águas. “Em Itu, tivemos recursos de indústrias e da Prefeitura. Não adianta esperar pelo governo federal”.

Foi assim, aliás, que o Carmo sobreviveu a uma “loucura”, quando Mogi das Cruzes teve muito próxima de perder seu mais antigo e caro conjunto histórico. “Felizmente, o Carmo foi defendido até por Lúcio Costa, que escreveu: ‘querem destruir o Carmo’ e essa loucura foi abandonada”.

Percival Tirapeli percorre o interior das duas igrejas do Carmo, para diante de raridades como o Cristo Crucificado na Ordem Primeira que ganha luz incrível, no meio da tarde, quando o sol bate na janela lateral e reproduz a hora da morte de Jesus. Olha a grandiosa imagem de Elias, no forro do altar-mor, que ainda não se sabe quem pintou, mas tem beleza única pelas noções históricas nele contidas, perspectivas, cores… “Muitas, muitas pessoas vão a Minas, sem conhecer as igrejas de São Paulo, mais antigas e expressivas na arte. E dizem, mas em Minas tem isso, tem aquilo. São Paulo tem mais e perdeu muito com o tempo”, afirma.

A visita animou o grupo Fotos Antigas de Mogi das Cruzes, mantido por Luiz Miguel Franco Baida, João Camargo e Robson Shimizu. O trio planeja lançar uma campanha pela preservação desse patrimônio, em parceria com Danielle Pereira. “Sem uma mobilização, perderemos mais ainda, a deterioração das pinturas não para. Não podemos perder mais tempo”, defende Baida. (E.J.)

Paróquias de Tavira (Portugal) contratam técnica de conservação e restauro

texto de
Samuel Mendonça

As paróquias de Tavira vão ter uma especialista na área de conservação e restauro a trabalhar na recuperação do seu património, na sequência da criação da empresa Artgilão, pensada com o “objetivo de explorar financeiramente todas as possibilidades que possam surgir” nas paróquias “de modo a poder aplicar as receitas geradas na recuperação do património religioso”.

“Tenho o sonho de poder vir a criar um gabinete/ateliê de restauro em Tavira, mas enquanto esse sonho não for possível de realizar, queremos começar o trabalho de proteção das nossas peças de arte, com a ajuda da Marta Pereira, que tem conhecimentos específicos e nos dará um grande auxílio nesta tarefa de melhor defender o nosso património”, explicou o padre Miguel Neto.

Em nota enviada à comunicação social, o pároco de Tavira informa que tem como “preocupação central” do trabalho a rentabilização do património que está à sua responsabilidade para que o mesmo possa ser preservado e “oferecido aos fiéis e visitantes”.

Neste contexto, o sacerdote assinala que as paróquias de Tavira têm múltiplas igrejas que podem “gerar receitas” para a conservação e restauro de peças e acrescenta que a rentabilização que atualmente passa pela venda de merchandising na igreja de Santa Maria e pelas visitas turísticas permite “a criação de postos de trabalho”, como o da técnica contratada, formada pelo Instituto Politécnico de Tomar.

O pároco de Tavira informa ainda que o merchandising – marcadores de livros, saco de pano, brincos, artigos religiosos – foi criado tendo como base do design o património das igrejas, “nomeadamente a sua azulejaria, que é uma marca forte”. “Queremos que estas peças possam ser embaixadoras da nossa causa e do nosso projeto, para que possamos efetivamente levar por diante ideias que permitam recuperar e preservar os bens que as paróquias de Tavira têm e que queremos que todos possam fruir”, desenvolveu.

O padre Miguel Neto dá conta ainda de uma parceria com a Câmara Municipal de Tavira que vai permitir que as igrejas estejam “abertas e visitáveis”, nos meses de junho e agosto. “Queremos aprofundar esse relacionamento, de modo a que as Igrejas beneficiem da proximidade e colaboração existentes, bem como o povo cristão, que verá, por certo, as suas tradições reforçadas e promovidas, pois Tavira é rica de momentos e expressões religiosas que são muito particulares na nossa região”, desenvolveu o sacerdote.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O Anjo apontando para o lugar onde Jesus nasceu reaparece em Belém



Anjo redescoberto na basílica Natividade, Belém,
olha fixo para o local onde Jesus nasceu

Texto de Luis Dufaur

Veio à luz graças a uma equipe de restauradores italianos precioso mosaico de um anjo encoberto por uma massa de pintura na Basílica da Natividade, em Belém, informou a BBC Brasil.

O feliz achado, depois da primorosa restauração, exibe em toda sua beleza um anjo que olha fixo para o local onde Jesus nasceu.

Coberta por reboco há quase mil anos, a obra encontrava-se fora do alcance do olhar humano. A Basílica da Natividade, em Belém, precisava de uma importante restauração que envolvia a própria estrutura do milenar templo.

Contudo, um imprudente “ecumenismo” fazia depender as obras de restauro da aprovação de um conjunto de denominações cristãs. As denominações ditas “ortodoxas” vivem apegadas a um passado mofado e amarfanhado, antipatizando-se com as restaurações.

Ademais, não possuem a escola teológica nem o amor pelo passado que é sinal distintivo dos católicos, que possuem outra visão da tradição, da importância das obras de arte do passado e de sua contribuição para o presente e o futuro.

Malgrado os defeitos que possam ocorrer, o dinamismo católico é impulsionado por um amor sincero ao belo, à tradição, à história e de tudo o que se refere a Nosso Senhor Jesus Cristo, em tudo procurando o brilho que merece a sua única Igreja e que resplandece ao longo das vicissitudes tempestuosas dos milênios.

O resultado da incompatibilidade entre essas duas mentalidades é que havia toda espécie de desentendimentos, concorrendo para que as reformas na Basílica não se dessem apesar de cada vez mais urgentes, por se tratar de uma das mais antigas em uso no mundo.



A Basílica da Natividade é uma das igrejas mais antigas do mundo

Em 2009, o presidente palestino temendo que a igreja desmoronasse e motivado por razões políticas ordenou reformar o prédio, passando por cima das brigas “ecumênicas” desprovidas de sentido.

Participou da equipe de restauradores o engenheiro cristão-palestino Issa Hazboun.

Com efeito, ter trabalhado no local foi uma fonte de “orgulho” não só para ele mas para todos os cristãos do Oriente Médio, hoje tão perseguidos pelo furor islâmico anticristão na Síria, Iraque e outros países. Milhões deles tiveram de abandonar suas casas sob a injustificada invasão islâmica.

Tampouco o governo de Israel os trata com benevolência, mas a população cristã vem crescendo neste país desde 1940, enquanto decai em todos os outros países do Oriente Médio.

Os reparos ainda não foram concluídos e há muito a fazer, de modo especial com 50 colunas do século VI nas quais estão representados cruzados renomados que partiram da Europa a fim de resgatar a Terra Senta, tendo contribuído para a manutenção da Basílica ao ‘adotar uma coluna’.

Ziad Bandak, chefe do comitê da autoridade palestina que supervisiona o andamento dos trabalhos, mencionou problemas com “córregos subterrâneos, terremotos e outros incidentes históricos acontecidos em Belém e que causaram impactos negativos na estrutura da igreja, sobretudo no seu teto”, citou o jornal londrinense “The Guardian”.

Ele não quis mencionar o tema polêmico, mas os “incidentes históricos” a que se referiu foram as invasões e depredações dos islâmicos acontecidas em séculos passados.



A porta principal da Basílica que inclui a Gruta de Belém é minúscula.
É chamada 'Porta da Humildade'
E sempre há o perigo de um atentado dos fanáticos seguidores da falsamente denominada “religião de paz”, o Islã.

A equipe principal da restauração é italiana. O jornal israelense “Times of Israel”escreveu que desde 2013, os restauradores italianos, de acordo com a autoridade palestina, vinham fazendo um esforço titânico para restaurar a Basílica visitada por milhões de romeiros que vão beijar e venerar o local onde segundo os Evangelhos nasceu Jesus.

O teto e as janelas foram recuperados, mas o caso mais complicado são os mosaicos, dificilmente perceptíveis após séculos de usura e reformas mal feitas, sendo necessário restaurar pedrinha por pedrinha de cada um deles.

Já na fase final desse paciente trabalho apareceram sinais da existência de um mosaico coberto de reboco que havia passado despercebido.

Câmaras semelhantes às usadas pelos soldados para “ver” na noite, serviram para escanear as paredes e descobrir o que havia por trás, segundo descreveu Giammarco Piacenti, diretor geral da empresa de restauração responsável principal pelos trabalhos.

“Esta parte se via completamente diferente, aqui onde agora vemos o anjo. Nós dizemos: ‘o que é isto? Não pode ser um anjo!’, explicou à agência France Press.

Na basílica já haviam sido recuperados seis mosaicos de anjos e não se suspeitava que houvesse mais um. Mas, agora podem se ver os sete.



Apresentação dos mosaicos recuperados na basílica
Com sua mão estendida o anjo aponta em direção à local exato onde estava a gruta onde Jesus nasceu há dois mil anos.

Um sorriso especial para a restauradora que descobriu o anjo, que é a sobrinha de Gianmarco Piacenti, pois logo depois de descobrir o anjo, ela soube que esperava uma criança e toda a família começou a dizer que o anjo a tinha abençoado.

A igreja foi construída pela primeira vez no ano 339, mas após um incêndio foi feita uma nova no século VI. Outra grande reforma aconteceu em 1478, explicou Piacenti.

“De um ponto de vista histórico, artístico e espiritual, [a Basílica de Belém] é o centro do mundo – Ela é tudo”, comentou Piacenti.

Marcello Piacenti é o patriarca da empresa familiar de restauradores que durante seis gerações vem recuperando antigos santuários da Europa.

Ele se sentiu muito honrado vencendo a licitação internacional e recebendo a incumbência de reparar as vigas de madeira da basílica doadas pelo rei Eduardo IV da Inglaterra em 1479. Após 800 anos, a reforma se impunha.

Piacenti conta com ufania que “seus” especialistas recuperaram o anjo de mosaico de ouro na nave do século VI construída pelo imperador Justiniano.

Também analisaram o estado dos muros e concluíram que “esta antiga estrutura se manteve em pé durante séculos, e esperamos que com nossa contribuição continue sempre presente aqui”.

As infiltrações de umidade tinham danificado os afrescos de colunas e muros que datam dos tempos dos Cruzados e outros mais antigos ainda.



O local onde Jesus nasceu é marcado por uma estrela de prata,
sobre o mármore do chão
O empreendimento recebeu escassas verbas e sente necessidade delas para prosseguir.

Mas, disse Piacenti: “Há muitos anjos acima de nós. E eu tenho a esperança de que podemos salvá-los”.

Por certo, eles, os próprios, lá no Céu, vão dar a sua contribuição para honrar a Rainha dos Anjos que ali deu a luz virginalmente ao Redentor e Senhor Rei de todo o criado.

O antigo mosaico de beleza admirável relembra o revoar dos anjos protetores e adoradores em volta da Gruta de Belém na luminosa noite do Natal.

O sétimo anjo está olhando fixamente para o local que sempre foi venerado como o ponto exato em que Jesus veio maravilhosamente à vida, conservando imaculada a integridade virginal de Sua Santíssima Mãe.

Quer dizer, a gruta de Belém, hoje acobertada na grandiosa Basílica da Natividade.

O mosaico do anjo, por assim dizer, dissipa toda dúvida e exorciza qualquer confusão ou sofisma que se queira fazer a respeito do magno evento de Natal que o mundo inteiro comemorará até o fim dos séculos.



Fonte: Ciência confirma Igreja

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